Condenado por matar ex-mulher no ES é assassinado em Brasília

Nestor foi assassinado enquanto trabalhava em uma feira, no Distrito Federal, em Brasília

O cigano Nestor Ribeiro Dantas, de 54 anos, foi assassinado a tiros no último domingo (3) enquanto trabalhava em uma feira, no Distrito Federal, em Brasília. O homem era procurado pela Polícia Civil do Espírito Santo desde 2019, quando foi condenado pelo assassinato da ex-mulher.

“Dois elementos armados chegaram no local onde ele estava trabalhando e o executaram. Acabaram atingindo também a companheira dele e uma nora”, explicou o delegado Fabrício Lucindo, da Delegacia Regional de Linhares, no Norte do Espírito Santo.

Nestor foi condenado em 2019 por matar a ex-mulher, a pedagoga Marcilene Cussuol, em Linhares. O crime, no entanto, ocorreu em 2006 e chocou os moradores da cidade. Na época, Nestor chegou a dizer que ele e Marcilene foram alvos de um assalto e que ela havia sido atingida por disparos feitos pelos criminosos.

Esta versão nunca foi aceita pela família de Marcilene, que comemorou a condenação do cigano na Justiça. De acordo com o Ministério Público estadual, Nestor assassinou a ex-mulher por não aceitar o fim do relacionamento.

No julgamento, ocorrido em dezembro de 2019, ele foi considerado culpado pelo júri e sentenciado a 18 anos e nove meses de prisão em regime fechado.

O advogado dele no processo, Homero Mafra, afirma que uma decisão liminar (provisória) conseguida por ele para que o decreto de prisão fosse suspenso havia sido cassada e, desde então, a defesa entrou com um pedido de recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O delegado Fabrício Lucindo, de Linhares, conta que antes de Nestor ser assassinado, a polícia recebeu informações de que ele estaria nos estados da Bahia e do Pará.

“Procuramos ele no estado da Bahia, porque havia informações de que ele estaria lá. Também procuramos no Pará, mas todas as informações eram desencontradas e não se confirmaram”, disse.

Para o delegado, o crime em Brasília não tem relação com a morte da pedagoga e pode ter sido motivado por um desentendimento entre famílias. “Outros familiares dele já foram assassinados. A gente acha que era um problema local, lá em Brasília”, disse Fabrício Lucindo.

A polícia reunirá as informações da morte para que seja feito o arquivamento do mandado de prisão.

Informações: G1

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