Comunidade no Espírito Santo recebe ajuda de cariocas no combate ao coronavírus

Idealizadores de um projeto de higienização da comunidade de Santa Marta, no Rio de Janeiro, oito cariocas chegaram até o bairro Jesus de Nazareth, em Vitória, para reforçar as ações de combate ao coronavírus lideradas pelos próprios moradores. Unidos pela causa, eles lutam para que a doença não faça novas vítimas.

O objetivo dos visitantes é dividir a experiência que tiveram na terra fluminense com os moradores de Jesus de Nazareth, que todo sábado já realizam um Dia D para higienizar a comunidade. Morros, vielas, becos e ruas passam por uma limpeza minuciosa, a fim de eliminar o vírus.

Thiago Firmino, que desenvolve as ações de sanitização em Santa Marta desde abril, fala sobre o trabalho.

“Santa Marta é a primeira favela do mundo a ser sanitizada pelos próprios moradores. Tivemos essa garra de dar um passo a frente sem ficar esperando o poder público. É uma situação muito difícil. a gente sabe que as favelas vivem sempre na precariedade. Fala-se muito para a gente higienizar as mãos, mas muitas vezes nós não tínhamos água para trabalhar, para sanitizar”, lembra ele.

Moradores e visitantes fizeram a higienização na comunidade de Jesus de Nazareth, em Vitória

Para ajudar no trabalho em território capixaba, os cariocas trouxeram consigo quatro bombas de desinfecção, além de outros materiais. Todos os produtos utilizados, tanto no Rio quanto em Jesus de Nazareth são garantidos por doações de parceiros, que sustentam os trabalhos.

Para o guia turístico Fernando Martins, que auxilia nas ações de limpeza do bairro, toda a ajuda é bem-vinda e não há tempo há perder.

“É um ajudando o outro, de mãos dadas. É um ganho coletivo. Nós ajudamos eles de uma forma, e eles ajudam a gente com a experiência que têm”, pontua.

Mas, apesar dos esforços e da união, que ultrapassa a fronteira entre os estados, Thiago lamenta que nem todos estejam engajados nessa causa.

“Hoje a gente se depara com o contrário: é a gente sanitizando e as pessoas flexibilizando, nos bares, nas festas. Mas não estamos desistindo, estamos incentivando as pessoas a continuar. Não podemos parar porque está tendo muita morte e houve casos confirmados no Santa Marta”.

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