Comerciante é detido tentando aplicar golpe de R$ 400 mil em banco digital

 

Um comerciante de 33 anos foi preso, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, suspeito de abrir contas bancárias para pedir empréstimos. A estimativa da Polícia Civil é que um golpe em um banco digital chegaria a R$ 400 mil. A prisão aconteceu na última sexta-feira (11).

De acordo com o delegado Brenno Andrade, da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), a investigação teve início depois que o banco virtual entrou em contato com a polícia informando que uma mesma pessoa abriu 20 contas correntes usando documentos falsos com dados de terceiros.

Com essas contas abertas, o comerciante solicitava empréstimos de R$ 20 mil. Nenhuma ação foi aprovada pela instituição.

“O banco digital tomou conhecimento de que esse indivíduo abriu essas contas. Antes dele conseguir fazer uma transação bancária, a instituição procurou nossa delegacia e informou os dados relativos a esse correntista. Na última sexta, cumprimos mandados de busca e apreensão na casa dele”, contou o delegado.

Na residência, a polícia encontrou provas de que ele fazia parte de uma quadrilha que comercializava dados pessoais e bancários das vítimas. Com essas informações, segundo a investigação, os criminosos abriam contas bancárias e pegavam empréstimos.

“Achamos cartões de bancos de outras pessoas e estamos verificando quem eram esses correntistas”, explicou Brenno.

Essa quadrilha, de acordo com o delegado, tinha um grupo em um aplicativo de mensagens com cerca de 200 participantes de várias partes do país. No local, os golpistas anunciavam de quais instituições financeiras eles tinham dados. O grupo será investigado.

O comerciante detido pagou fiança e foi liberado. Ele vai continuar investigado pelo crime de estelionato.

Cartões em nome de terceiros são apreendidos em casa de comerciante, no ES — Foto: Divulgação/ PCES

Cartões em nome de terceiros são apreendidos em casa de comerciante, no ES — Foto: Divulgação/ PCES

 

Grupo oferecia dados bancários de vítimas, no ES — Foto: Divulgação/ PCES

Grupo oferecia dados bancários de vítimas, no ES — Foto: Divulgação/ PCES


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