Começa mobilização nacional e internacional para garantir eleição presidencial no Equador


Arauz, vencedor do primeiro turno eleitoral, rejeitou a “ingerência de outras instituições do Estado na função eleitoral”, a respeito das últimas ações do Ministério Público e da Controladoria equatoriana.

Na sua reclamação, o político apelou à comunidade internacional e aos observadores eleitorais para estarem cientes do processo eleitoral face à ameaça que representa a intervenção do Estado na CNE.

O candidato da UNES respondeu ao pedido do Controlador-Geral do Estado, Pablo Celi, que enviou carta à CNE na qual informava o início de uma auditoria ao sistema informático desta entidade utilizado para as eleições de 7 de fevereiro passado.

Andrés Arauz considerou a ingerência de entidades do Estado no processo eleitoral um golpe para a democracia equatoriana.

Posteriormente, a força política UNES moveu ação neste domingo contra a procuradora-geral, Diana Salazar, bem como o controlador Celi por “interferência em questões eleitorais”.

Também a missão da OEA que acompanhou a eleição no Equador rejeitou a intervenção de algumas instituições do Estado no processo eleitoral. “A Missão está preocupada com o fato de que, como aconteceu na etapa pré-eleitoral, instituições fora da função eleitoral obstruem o bom desenvolvimento do processo eleitoral”, observaram.

“Pelas recomendações que poderão ser implementadas face às eleições de 11 de abril, o Conselho Nacional Eleitoral é instado a garantir que os órgãos eleitorais possam exercer as suas funções com plena autonomia, sem interferências ou pressões externas (…) Em caso de contagem rápida para o segundo turno, comunicar claramente quando serão publicados os resultados do mesmo e suas características metodológicas ”, indica a OEA.

Diante da falta de comunicação, a organização afirma ser imprescindível que a população conheça os resultados da apuração das atas, bem como a contagem rápida, “é necessário, principalmente, reforçar que a contagem rápida não substitui os resultados da apuração oficial “, ressalta.

Personalidades progressistas no mundo, entre elas o líder trabalhista britânico Jeremy Corbyn, o Prêmio Nobel da Paz Adolfo Perez Esquivel, e o escritor e filósofo estadunidense Noam Chomsky, publicaram um manifesto alertando para manobras tendentes a ignorar os resultados das eleições presidenciais no Equador e alterar o calendário eleitoral.

Os signatários defendem a democracia no país sul-americano e a realização do segundo turno eleitoral em 11 de abril. 

Informações da Telesul e Progressive Internacional

Andrés Arauz

Andrés Arauz (Foto: Twitter/Andrés Arauz)

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