Combate ao Aedes aegypti precisa ser mantido mesmo nos dias de inverno

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Com a chegada do inverno, que começou em 21 de junho, o número de casos de focos de dengue deve diminuir de forma gradativa em Barra de São Francisco. Isso porque o mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, não sobrevive por muito tempo em baixas temperaturas, ao contrário de seus ovos e larvas — motivo pelo qual é preciso manter as medidas de prevenção mesmo durante os dias de frio.

Patrícia Moura de Almeida Ferreira, Coordenadora de Vigilância Ambiental em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, explica que as baixas temperaturas resultam em menor quantidade de mosquitos porque o frio reduz significativamente o tempo de vida desses insetos, que pode chegar a 60 dias no verão. Já os ovos e as larvas, depositados na água, permanecem vivos e podem voltar a se desenvolver, dando origem a novos mosquitos, com o retorno de semanas quentes.

Por isso destaca que a diminuição do número de casos é gradativa, e não ocorre de uma hora para outra:

Patrícia complementa que o cenário ideal para a multiplicação do Aedes aegypti é temperatura entre 20°C e 30°C, com umidade e água, onde os ovos podem eclodir e as larvas conseguem se desenvolver. Além disso, o calor precisa ser contínuo para que o ciclo de reprodução dos insetos se perpetue — ou seja, uma ou duas semanas de temperaturas altas não são suficientes para isso.

Cuidados devem ser mantidos 

As medidas de prevenção, como não deixar água parada em vasilhas e demais recipientes (confira mais orientações abaixo), devem ser mantidas durante o inverno, a fim de eliminar ovos e larvas depositados anteriormente.

Patrícia Moura afirma que a Secretaria Municipal de Saúde permanecerá com a campanha para conscientizar a população sobre a dengue nos próximos meses, chamando a atenção principalmente para o cuidado com os ovos do mosquito, que podem durar até 400 dias em ambientes secos.

— Os casos da doença e a circulação de mosquitos vão diminuir no auge do inverno, mas ainda haverá todos os ovos que foram colocados antes disso. Então, vamos manter essa campanha para que a gente consiga reduzir os novos casos no próximo verão — salienta.

Também haverá manutenção do trabalho dos agentes de endemias, que agora estão atuando com foco nas regiões da cidade que têm maior número de casos confirmados com o objetivo de prevenir criadouros de mosquitos.

Confira medidas para evitar a proliferação dos mosquitos

  • Verifique os vasos de plantas, retirando os pratinhos. Passe esponja para limpar os ovos que ficaram aderidos e podem sobreviver até 400 dias sem contato com a água;
  • Bromélias e outras plantas podem acumular água. Nas plantas no solo, dê um jato de água nas folhas para remover larvas que tenham se desenvolvido no encaixe das folhas; 
  • Veja se tem materiais em uso e que possam acumular ou estejam com água, como baldes, potes e garrafas. Caso identifique, é importante secar, tampar ou colocar em local coberto; 
  • Caixas d’água, tonéis ou recipientes para armazenamento de água da chuva devem ser mantidos tampados e sem frestas — ou, então, colocar tela milimétrica (usada em mosquiteiros); 
  • Materiais que podem ser descartados, como latinhas, embalagens plásticas, vidros e garrafas PET devem ser recolhidos e colocados em um saco plástico para a coleta seletiva de lixo; 
  • Verifique se a calha está desimpedida, removendo folhas e outros materiais que possam impedir o escoamento adequado da água; 
  • Inspecione os ralos. Se mesmo em dias secos estiverem com água, deve-se colocar tela milimétrica ou, semanalmente, acrescentar água sanitária no ralo para matar as larvas; 
  • Piscinas plásticas pequenas devem ser periodicamente esvaziadas ou tratadas com cloro; 
  • Piscinas fixas devem ser limpas uma vez por semana e tratadas com cloro sempre; 
  • Pneus devem ser mantidos em locais cobertos ou fazer furos grandes para escoamento da água, caso os utilize na área externa; 
  • Banheiros externos e áreas sem uso devem ser mantidos com vasos sanitários tampados e com tela milimétrica nos ralos; 
  • Pessoas contaminadas com a dengue devem se proteger com repelentes e utilizar roupas compridas, para evitar que os mosquitos as piquem.

 

 

 

 

 

 

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