Colecionadores abrem seus acervos e mostram suas relíquias

Anderson Sabino entre os destaques de seu acervo: coleção de Falcon, primeiro boneco criado para menino no Brasil, em 1977

Objetos particulares que contam a história de diversos lugares, inclusive de Nova Venécia, estão nas mãos, ou melhor, nas casas dos entrevistados de hoje. Cédulas, moedas, selos raros e objetos curiosos estão reunidos na reportagem desta semana de A Notícia

Colecionar é coisa séria para os apaixonados pelo hobby. O funcionário público Melo Venturim, é um grande viciado em coleções. Em seu acervo tem álbuns de figurinhas antigas, que “enchem os olhos” de muitos adeptos do ramo. Os filmes são uma de suas paixões e nas mãos do veneciano, tem “Ben-Hur (1963), “Os Dez Mandamentos” (1956) e a “Queda do Império Romano (1960), por exemplo. Entre a ala do futebol, as figurinhas “Heróis do Tri” (década 1980), quando o Brasil foi tricampeão da Copa do Mundo.

Orgulhoso das suas coleções, Melo fez questão de apresentar que no setor de desenho, as figurinhas do “Show Disney Profissionais e Galeria Disney (década de 1970), também fazem parte de suas relíquias, e também a febre da década de 80 entre a criançada, as famosas figurinhas que vinham no chiclete Ping Pong, trazendo a Copa do Mundo de Futebol de 1982. “Coleciono desde criança, sempre gostei. A minha coleção predileta é do desenho Hanna Barbera, da década de 70. Tenho também figurinhas do filme El Cide, da década de 60 que também acho maior barato, curto todas”, diz o funcionário público que também coleciona selos.

Outro apaixonado por suas preciosidades é o secretário de Cultura, Anderson Sabino. Caprichoso em seu acervo, o veneciano tem um quarto em casa somente para suas coleções, que vão desde a década de 60, até os tempos atuais. Nas estantes, brinquedos da década de 60, não faltam, têm bonecas, jogos, e muita diversão por lá. Um robô da década de 1960 é uma das atrações. Ainda, o primeiro boneco criando para meninos no Brasil, o Falcon, é um dos seus atrativos em casa, tendo vários modelos. O secretário adianta que, um Falcon que possui, pode custar R$ 5 mil, no mercado dos colecionadores. Há ali bonecos de ação, de heróis e vilões da marca Marvel e DC, bonecas da Estrela, Barbies, Susis e até a relíquia de um boneco do Rei Roberto Carlos, fabricado na década de 60. O colecionador guarda brinquedos herdados por primas e gente da família, e ainda, tem vários deles que ganhou quando criança, um deles, quando tinha seis meses de nascido, e outro, um presente de sua madrinha, ganhado aos 5 anos, que é uma vitrola infantil da Philips, em perfeito estado e funcionando até hoje. No acervo tem também DVD, CDs, vinil e selos. Para organizar tudo, Sabino tem cada coleção exposta em nichos, tendo até iluminação para cada repartição. “O colecionador tem a questão do saudosismo, isso é legal. Antigamente esses brinquedos nos proporcionavam brincar com amigos, havia a socialização. A criança de hoje brinca em um computador, com alguém que está do outro lado do mundo, é diferente. Minhas coleções tem o papel também em me remeterem à minha infância”, fala.

Inspirado em pessoas que fizeram e fazem parte de sua vida, o oficial de justiça, Elciomar Rodrigues, 56, é outro que adora coleções. A prática que vem desde a adolescência abrange variedades. Selos, moedas, cédula, vinil, DVD de filmes, CDs, e tudo original. No quesito DVD de filmes a dimensão é grande, são cerca de 6 mil unidades, com gêneros diversos, indo do cinema antigo ao atual, de nacionalidades amplas. “Os filmes de Faroeste são meu preferidos, me remetem ao extinto Cine Universal, do Paulo Carvalho. Faz-me recordar do senhor Edinho, Teteu (Mateus) senhor Elpidio, seu Ivan Toscano e de meu pai, é claro, seu Gelson Pipoqueiro”, expressa.

Já entre os vinis, são mais de 4 mil exemplares, de todos os gêneros, exceto sertanejo. “Os meus preferidos são os de Rock dos anos 80, os nacionais são inquestionáveis, me faz recordar daquela época do extinto Casarão”, revela. “É difícil falar de um que mais gosto, tem os Chorinhos também, minha inspiração no gênero veio do meu sogro, Paulo Firme (falecido há um ano), era um exímio violonista”, lembra.

Para ter tanta coleção em casa, o Elciomar relata que compra muitas relíquias de ex-colecionadores. “Comprei várias locadoras também. Foram ficando ultrapassadas, aproveitei a oportunidade. Para guardar tudo em casa é complicado, minha esposa nem sempre acha interessante”, diz aos risos.

Entre todas as coleções, o oficial de justiça tem uma grande paixão guardada em casa ainda, que é o carrinho de pipoca do seu pai. “Fica guardado e embrulhado, com muito carinho, esse tem história”, fala.

Fonte: Cintia Zache / redenoticiaes

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