Clínica de hemodiálise será inaugurada no início de julho

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Três anos depois da morte de dona Maura Cirilo, quando retornava de uma sessão de hemodiálise em Colatina, o município de Barra de São Francisco vai inaugurar a sua clínica de hemodiálise. Dona Maura morreu no dia 5 de julho de 2019 e a clínica que está sendo implantada pela Med.Alise, tendo à frente do projeto a empresária paulista Josi Lopes, foi batizada com o nome da moradora de Paulista, a pedido do prefeito Enivaldo dos Anjos.

A inauguração da Clínica Med.Álise Maura Maria de Paula deverá ocorrer nos dez primeiros dias de julho e a expectativa é de que o governador Renato Casagrande possa comparecer para esse evento que será um marco na Saúde da região.

Mas, antes mesmo da inauguração, os pacientes de hemodiálise de Barra de São Francisco já podem conhecer a clínica. Segundo a proprietária, a partir do próximo dia 20, quem quiser visitar as instalações da clínica poderá fazê-lo durante o horário de expediente.

“Nós vamos começar a funcionar efetivamente em julho, mas temos em Barra de São Francisco cerca de 40 pacientes de hemodiálise que já podem vir conhecer a nossa clínica, todos serão recebidos e acolhidos nesse ambiente preparado cuidadosamente para dar conforto ao paciente”, afirma Josi Lopes.

Ainda segundo a empresária, com as maquinas instaladas, será possível trabalhar em dois turnos inicialmente – manhã e tarde – com os pacientes de Barra de São Francisco e, em seguida, atendendo aos pacientes dos municípios vizinhos.

“Estivemos recebendo, recentemente, o diretor do CIM-Noroeste, Smilei Duque, junto com os secretários de Saúde de Barra de São Francisco e Ecoporanga, além de outras autoridades. Existe a possibilidade de atendermos também aos pacientes de Mantena (MG), já que o município faz parte do consórcio e, assim, os pacientes de hemodiálise do município mineiro também poderão ser poupados da viagem até Governador Valadares para o tratamento”, observa a empresária.

Josi informou ainda que todos os equipamentos da clínica já foram adquiridos e os futuros colaboradores também já foram selecionados e devem começar o treinamento a partir do dia 20 deste mês.

“Nós recebemos centenas de currículos, ficamos felizes com a confiança dos profissionais em nossa empresa, mas tivemos que selecionar os que estão mais preparados, ou seja, aqueles que já tinham alguma experiência na área ou em urgência e emergência, mas, pretendemos, mais tarde, ofertar cursos no setor, porque a tendência é precisarmos de mais profissionais em breve”, informa ela.

“Nós vamos iniciar o serviço com uma equipe de aproximadamente 25 colaboradores, inclusive a médica nefrologista, Marcela Severiano, a enfermeira Pauline Sotta, que é a técnica responsável pela clínica e os demais colaboradores.”

“Viemos para Barra de São Francisco porque acreditamos muito no potencial da região, detectamos essa necessidade, então decidimos investir na construção desse centro de hemodiálise. Gostaríamos de agradecer muito ao prefeito Enivaldo dos Anjos, ao ex-prefeito Alencar Marim, que apoiou o início do projeto, ao governador Renato Casagrande, que nos prometeu todo apoio e a todos que têm contribuído para que essa clínica se torne realidade”, disse a empresária.

Como funciona a hemodiálise

Josi explica que no processo de hemodiálise a máquina basicamente faz a filtragem do sangue que deveria ser feita por esse órgão e uma das partes do processo envolve a passagem do sangue por uma máquina com água. “A osmose é feita por filtros especiais que tiram as impurezas da água utilizada no processo de filtragem do sangue do paciente.”

“Nossa osmose utiliza os equipamentos mais modernos do mercado. Nós, inclusive já iniciamos com sistema de Osmose Duplo passo de filtragem da água. Nosso gasto com água é enorme e precisaremos ativar um poço artesiano, já que a água tratada, para nós, tem um custo duplo, que é a taxa de tratamento de esgoto. Com a água do poço artesiano, precisaremos fazer uma dupla filtragem, para retirar os minerais da água, que precisa ser extremamente purificada. Até mesmo resíduos de elementos como alumínio, fluoreto, cobre e zinco, comumente deixados pelo tratamento tradicional da água, podem gerar muitos efeitos colaterais nos pacientes renais.”

Para tratar a água, o processo de osmose passa a água de um lado para o outro do equipamento através da membrana. Essa, por sua vez, retém as impurezas e poluentes, deixando a água completamente pura para o procedimento de hemodiálise.

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