China diz na ONU que é necessário investigar os crimes do Canadá contra os povos indígenas


Rádio Internacional da China – No dia 22 de junho, na 47ª Sessão Ordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU realizada em Genebra, a China fez um discurso em nome da Rússia, Bielo-Rússia, a República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Irã, Síria e outros países, no qual instou o Canadá a parar imediatamente de violar os direitos humanos.

O discurso conjunto apontou que o Canadá cometeu vários crimes contra povos indígenas ao longo de sua história. Mas assim como os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e outros países, acusam a China de cometer “genocídio”, o que ironicamente é um fato recorrente em seu próprio território.

Recentemente, restos mortais de 215 crianças indígenas não documentadas foram encontrados no local de um internato indígena no Canadá. Vários institutos do Conselho de Direitos Humanos da ONU emitiram uma declaração conjunta instando o Canadá a conduzir uma investigação completa.

Na verdade, o infame sistema de internato indígena já existe no Canadá há mais de um século. De acordo com estatísticas incompletas, um total de mais de 150.000 crianças indígenas foram forçadas a deixar seus pais e entrar nos chamados “internatos indígenas”, dos quais mais de 50.000 foram torturadas até a morte. Em 2015, um relatório de investigação publicado no Canadá concluiu que o sistema de internato indígena era equivalente a um genocídio.

Em 1876, o Canadá lançou uma lei sobre os indígenas que os obrigou a permanecer em mais de 2.200 áreas de reserva pequenas, pobres e isoladas, com má qualidade de vida.

Em 2007, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas, o Canadá, os Estados Unidos e alguns outros países votaram contra e não retiraram sua oposição até 2016.

Da história à realidade, o Canadá cometeu inúmeros crimes em questões de direitos humanos e não está qualificado para se definir como um modelo nesta área.

Conselho de Direitos Humanos da ONU

Conselho de Direitos Humanos da ONU (Foto: ONU)

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