China apresenta estratégia para evitar o retorno à pobreza extrema


O diretor da Administração Nacional de Revitalização Rural da China, Wang Zhengpu, explicou à Prensa Latina que o governo estabelecerá um mecanismo de monitoramento e assistência para assegurar que as pessoas mantenham estabilidade de renda e cobertura de necessidades básicas, como o acesso à água potável.

A ideia, disse ele, é detectar qualquer problema e intervir logo para resolvê-lo.

A China estabelecerá políticas diferenciadas de acordo com as peculiaridades de cada região, priorizando o desenvolvimento de indústrias, infraestrutura e agricultura, treinamento de recursos humanos e fontes de emprego, especialmente para a população deslocada para novos assentamentos.

Wang disse que o Estado manterá o apoio financeiro e as facilidades aplicadas nos últimos anos, mas enfatizará a responsabilidade dos funcionários encarregados do programa antipobreza.

Junto com o Partido Comunista da China, empresas privadas, o exército e todos os setores da sociedade estarão envolvidos nestes esforços, a fim de consolidar os resultados da campanha, lançada em 2012.

Wang ofereceu estas declarações durante a apresentação de um texto que resumiu a abordagem, experiências e ações implementadas na China na jornada para a erradicação da pobreza.

O chamado Livro Branco lembrou que o país asiático abriga quase um quinto da população mundial e, ao tirar 770 milhões de pessoas da pobreza em 40 anos, contribuiu com mais de 70% do objetivo de reduzir o flagelo da pobreza no planeta.

Agora o desafio é trabalhar para avançar na constante revitalização rural e evitar que a população caia na miséria mais uma vez.

Há alguns dias, o Ministério da Fazenda destinou US$ 23,75 bilhões para apoiar esse esforço.

Bandeira da China

Bandeira da China (Foto: Nagyman China's Red Beacon/Creative Commons)

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