Cemitério de Barra de São Francisco já não suporta mais a demanda da cidade

Inaugurado em meados da década de 1970, há mais ou menos 45 anos, o cemitério da sede do município de Barra de São Francisco está à beira da morte. No início do ano passado, o gerente do local, Prudente outros funcionários confirmaram à nossa reportagem que existiam menos de cem vagas no local.

De lá para cá a Prefeitura chegou a abrir novos espaços no cemitério, mas o número de mortes na cidade vem crescendo e se mantendo perto de uma por dia. Só no ano passado, foram 339 óbitos em Barra de São Francisco e mais de 60% deles exigiu sepultamento no cemitério da Sede. Embora muitas famílias tradicionais tenham túmulos no cemitério, aquelas que não têm, já não tem mais condições de fazer.

Este ano, até o início da semana, já foram registrados mais de 90 óbitos em Barra de São Francisco e, quase todos eles com enterros na Sede do município. Um morador das proximidades disse que a reclamação dos familiares que precisam enterrar seus parentes e constante e os moradores próximos também estão sofrendo com o mau cheiro que vem do local em época chuvosa.

“A Prefeitura precisa fazer logo um novo cemitério porque nesse aqui já não cabe mais ninguém”, disse o morador.

Preocupado com a situação, o prefeito Alencar Marim visitou o local esta semana, conforme apurou a nossa reportagem, para analisar o que podia ser feito para mitigar o problema. “O prefeito vai determina a limpeza de uma parte na área mais baixa do cemitério onde deverão ser abertas pelo menos mais cem covas, porém elas podem não ser suficientes para atravessar este ano”, analisa um membro do Executivo que pediu para não ter seu nome divulgado.

Marim salienta que neste ano é impossível conseguir fazer um cemitério novo, o que depende de várias situações, como aquisição de terreno adequado, liberação pelo setor ambiental, entre outros fatores.

Em 2017 Marim teve que promover a exumação de corpos em dezenas de covas para abrir vagas no cemitério. No ano passado, a Secretaria Municipal de Obras chegou a abrir mais espaço na parte baixa do cemitério, onde havia uma ruela, para abrigar novas covas, mas a medida foi paliativa, como reconhece o secretário municipal de Serviços, Jair Fernandes Filho, o Fernando Carabina.

“O nosso cemitério é muito antigo e a cidade cresceu muito nos últimos 20 anos. O novo cemitério já deveria ter sido construído há pelo menos cinco anos, mas acabou sobrando essa demanda para a administração atual”, observa.

Por Weber Andrade

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