Caso Milena Gottardi: Justiça nega pedido de habeas corpus para Esperidião Frasson

A Justiça negou, em sessão realizada nesta quarta-feira (11), um pedido liminar de habeas corpus (HC) impetrado em favor de Esperidião Frasson, de 71 anos. Ele é um dos envolvidos na morte da médica Milena Gottardi, ocorrida em 2017, e ex-sogro da vítima.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), a defesa pediu a substituição da prisão preventiva Esperidião pela domiciliar, alegando que ele pertence ao grupo de risco da Covid-19, porque tem idade avançada e doenças preexistentes. Além disso, o pedido sustenta que o local onde Esperidião está preso está superlotado e que isso traz riscos ao acusado.

O relator do processo, desembargador Adalto Dias Tristão, entendeu que não estavam presentes os requisitos para a liberdade provisória.

Ele acrescentou ainda que a Resolução nº 78, que alterou a Resolução 62, ambas do Conselho Nacional de Justiça, recomenda a não liberação dos presos envolvidos com crimes hediondos e crimes violentos, e ressaltou que o paciente responde a outros processos, da mesma natureza..

O magistrado também destacou que o risco que o paciente corre em razão da pandemia é o mesmo que os demais presos do sistema carcerário.

Esperidião já teve um outro pedido de habeas corpus negado em abril deste ano.

Caso

 

A médica Milena Gottardi tinha 38 anos e foi morta em 2017 com um tiro na cabeça no estacionamento do Hospital Universitário Antônio Cassiano de Moraes (Hucam), onde trabalhava. Milena foi socorrida, mas teve morte cerebral confirmada no dia seguinte.

Médica Milena Gottardi Frasson — Foto: Arquivo Pessoal

Médica Milena Gottardi Frasson — Foto: Arquivo Pessoal

Para o Ministério Público, o ex-marido dela, Hilário Frasson, foi o mandante do crime, junto com o pai dele, Esperidião Frasson. O motivo seria a recusa de Hilário em aceitar o fim do relacionamento do casal.

Segundo a investigação, pai e filho contrataram dois intermediários, Valcir da Silva Dias e Ermenegildo Palauro Filho, amigos da família há mais de 30 anos, para encontrar um atirador. Eles contrataram Dionathas Alves para matar Milena.

Dionathas, por sua vez, encomendou ao cunhado, Bruno Broetto, o roubo de uma moto para ser usada no dia do crime. Todos foram presos.

O juiz da primeira Vara Criminal de Vitória entendeu que foram encontrados indícios suficientes para os acusados serem julgados por crime doloso, com intenção de matar e os presos vão à júri popular.

Para o Ministério Público, o ex-marido dela, Hilário Frasson, foi o mandante do crime, junto com o pai dele, Esperidião Frasson. O motivo seria a recusa de Hilário em aceitar o fim do relacionamento do casal.

Segundo a investigação, pai e filho contrataram dois intermediários, Valcir da Silva Dias e Ermenegildo Palauro Filho, amigos da família há mais de 30 anos, para encontrar um atirador. Eles contrataram Dionathas Alves para matar Milena.

Dionathas, por sua vez, encomendou ao cunhado, Bruno Broetto, o roubo de uma moto para ser usada no dia do crime. Todos foram presos.

O juiz da primeira Vara Criminal de Vitória entendeu que foram encontrados indícios suficientes para os acusados serem julgados por crime doloso, com intenção de matar e os presos vão à júri popular.

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