Caso Dionízio: “Não temos nenhuma dúvida da participação dos três que foram presos”, diz delegado

A Polícia Civil e a Polícia Militar prenderam na tarde desta quarta-feira (07), em Nova Venécia, três suspeitos de serem os mandantes do homicídio do ex-diretor do Sine, Dionízio Gonzaga de Oliveira, 42 anos, ocorrido em 23 de fevereiro.

As prisões, temporárias, foram mediante cumprimentos de mandados contra um casal e um homem, suspeitos de envolvimento no crime.

Segundo o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Nova Venécia e Boa Esperança, delegado William Dobrovosk Simonelli Daniel, a partir do momento em que uma pessoa suspeita de envolvimento no crime foi presa em 26 de fevereiro, as conexões começaram a ser feitas, como quais foram as vezes que ela esteve no município e com quais celulares ele falou. “Fomos nesse rastro, a partir da apreensão do telefone de um dos envolvidos no crime. Foi onde encontramos esse vínculo entre quem participou da execução e os suspeitos que mandaram matar. Além dessa conexão, que foi comprovada de forma objetiva, também haviam as provas testemunhais e o próprio celular da vítima que foi periciado, o que nos mostra que havia uma animosidade entre um dos envolvidos e o Dionízio”, disse.

O delegado também afirmou que as investigações prosseguem na busca do autor dos disparos, que ainda continua foragido.

O comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Mário Marcelo Dal’Col exaltou o trabalho conjunto. “Isso é a polícia capixaba. Quando aconteceu esse crime, tivemos que ir um pouquinho além do raciocínio. Quem planeja e quem executa um crime desses, tem que entender que nós iríamos chegar até eles. Em tese, falta um, mas ele pode ter certeza que nós vamos chegar até ele e também será preso”.

Já o responsável pela 17ª Regional de Nova Venécia, delegado Douglas Sperandio, reforçou que a população pode usar o disque-denúncia, através do número 181, em caso de informações sobre o suspeito de atirar em Dionízio e falou que essa ação serviu como resposta para a população. “Não importa o nível social que você almeja na sociedade. A Lei é para todos, do pobre ao rico, então, se você cometeu um crime, você vai ser punido por ele. Essa é a grande lição e que a sociedade confie no trabalho da Polícia. Se tiverem qualquer informação que possa nos ajudar na elucidação, tanto deste crime, como de outros, que usem o canal do disque-denúncia. Isso é fundamental para o nosso trabalho”, falou.

Sobre suspeitas do executor de Dionízio, Douglas disse que, no momento, não pode dar maiores detalhes para não atrapalhar a linha de investigação, mas pediu, mais uma vez, para confiar no trabalho da polícia e afirmou. “Garanto a vocês: as polícias Civil e Militar não têm nenhuma sombra de dúvidas da participação, tanto do primeiro indivíduo preso, quando dos três que foram hoje”, finalizou.

Os três foram conduzidos na noite desta quarta para o Centro de Detenção Provisória de São Mateus e estão à disposição da justiça.

Procurado pela reportagem da Rede Notícia, um dos advogados dos suspeitos disse que, no momento, prefere não se pronunciar.


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