Caso Alexandre Martins: júri popular de juiz Leopoldo é novamente adiado e remarcado para novembro

O julgamento do juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira, que é um dos acusados pelo assassinato do juiz Alexandre Martins, foi adiado novamente.

O júri popular, que era previsto para ocorrer no dia 2 de agosto pela 4ª Vara Criminal de Vila Velha, na Grande Vitória, foi remarcado para 14 de setembro e, nesta segunda-feira (13), novamente adiado para o dia 8 de novembro.

Antônio Leopoldo Teixeira é apontado como um dos mandantes da morte do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, assassinado a tiros quando chegava a uma academia de ginástica em Itapoã, Vila Velha, em 24 de março de 2003.

Alexandre integrava uma missão especial federal que, desde julho de 2002, investigava as ações do crime organizado no Espírito Santo.

Após 18 anos do crime, o juiz Leopoldo é o único dos 10 acusados de envolvimento no crime que ainda não foi julgado no processo criminal.

Antes de ser marcado para o início de agosto, o júri popular do magistrado foi adiado por diversas vezes porque a defesa de Antônio Leopoldo recorreu em instâncias da Justiça. Com um novo pedido da defesa, o júri tinha sido adiado para setembro.

Agora, o julgamento foi adiado porque os advogados de defesa renunciaram ao caso no início do mês e um novo advogado assumiu na última sexta-feira (10). A Justiça, então, remarcou o julgamento para o dia 8 de novembro. Além disso, ainda estão faltando provas técnicas pedidas pela justiça.

Do grupo de 10 pessoas acusadas de envolvimento na morte de Alexandre Martins, três foram apontadas como mandantes.

Enquanto o ex-policial civil Cláudio Luiz Andrade Baptista, o “Calú”, foi absolvido, o coronel reformado da Polícia Militar Walter Gomes Ferreira, permanece preso, mas teve a pena reduzida de 23 para 16 anos de prisão. Enquanto isso, o juiz Leopoldo Teixeira aguarda o julgamento.

Outros cinco homens são acusados de terem intermediado o assassinato. Fernando Cabeção, que foi assassinado a tiros em junho do ano passado, em Vila Velha, era um deles.

Os demais são: os sargentos da PM Heber Valêncio e Ranilson Alves da Silva; Leandro Celestino, que emprestou a arma usada no crime, e André Luiz Tavares, o Yoxito, que emprestou a motocicleta usada no assassinato.

Já Giliarde Ferreira de Souza e Odessi Martins da Silva Junior, o “Lumbrigão”, foram apontados como executores.

Antônio Leopoldo em 2005 — Foto: Gabriel Lordêlo/A Gazeta

Antônio Leopoldo em 2005 — Foto: Gabriel Lordêlo/A Gazeta

Juiz Alexandre Martins, assassinado em 2003

Juiz Alexandre Martins, assassinado em 2003