Caso Alexandre Martins: julgamento de juiz Leopoldo é marcado 18 anos após o crime no Espírito Santo

Por Caíque Verli, TV Gazeta

Dezoito anos depois do assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, que aconteceu em 24 de março de 2003, a Justiça do Espírito Santo marcou a data para o julgamento do juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira. Ele é acusado de ser um dos mandantes do crime.

O júri popular foi marcado para o dia 2 de agosto, às 9h, pela 4ª Vara Criminal de Vila Velha, na Grande Vitória. Dos 10 acusados de participação no crime, entre mandantes, intermediários e executores, somente o juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira não foi a julgamento ainda.

O júri popular do juiz foi adiado diversas vezes porque a defesa de Leopoldo recorreu em várias instâncias da Justiça. No entanto, os recursos não tiveram decisões favoráveis e o julgamento foi marcado.

O advogado do juiz Antônio Leopoldo Teixeira, Fabrício Campos, disse que não descarta pedir um novo adiamento do júri popular. Isso se deve, segundo a defesa, à diligências que precisam ser feitas dentro do processo e que pode levar a um novo adiamento.

O juiz Alexandre Martins foi assassinado em 24 de março de 2003, em Itapuã, em Vila Velha. Alexandre seguia para uma academia e tinha acabado de estacionar quando carro foi baleado na rua. Testemunhas contaram ter visto uma pessoa em uma moto e uma outra pessoa atirando.

O juiz integrava a missão especial federal que desde julho de 2002 investigava as ações do crime organizado no estado.

Juiz Alexandre Martins, assassinado em 2003 — Foto: Arquivo / TV Gazeta

Juiz Alexandre Martins, assassinado em 2003 — Foto: Arquivo / TV Gazeta

Fernando Cabeção, que foi assassinado a tiros em junho do ano passado, em Vila Velha, fez parte de um grupo de 10 pessoas acusadas de participar do crime. Ele foi apontado como um dos intermediários, assim como os sargentos da PM Heber Valêncio e Ranilson Alves da Silva; Leandro Celestino, que emprestou a arma usada no crime; e André Luiz Tavares, o Yoxito, que emprestou a motocicleta usada no assassinato.

Já Giliarde Ferreira de Souza e Odessi Martins da Silva Junior, o Lumbrigão, foram apontados como executores.

Três pessoas foram apontadas como mandantes. Enquanto o ex-policial civil Cláudio Luiz Andrade Baptista, o Calú, foi absolvido, o juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira será julgado em 2 de agosto. Já o coronel reformado da PM, Walter Gomes Ferreira, permanece preso, mas teve a pena reduzida de 23 para 16 anos de prisão.

 

Juiz Antônio Leopoldo, no Espírito Santo. — Foto: Gabriel Lordêlo/ A Gazeta - 30/06/2005

Juiz Antônio Leopoldo, no Espírito Santo. — Foto: Gabriel Lordêlo/ A Gazeta – 30/06/2005


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