Carga de laranja com documentação sanitária adulterada é destruída

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) apreendeu, no último sábado (14), uma carga de laranja proveniente de Aguaí, na região Centro-Leste do Estado de São Paulo, com a Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV) adulterada. A identificação foi feita pela equipe do Posto de Fiscalização do Instituto, em Bom Jesus do Norte, na divisa do Espírito Santo com o Rio de Janeiro.

Ao consultar a PTV no sistema próprio, observou-se que a documentação era referente a um transporte de 2015, de Mogi Guaçu (SP) para o Rio de Janeiro (RJ). Segundo a equipe de fiscalização do Idaf, o infrator modificou origem, destino, numeração do Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC) e da PTV, além da validade do documento.

A Permissão de Trânsito de Vegetais é obrigatória para o trânsito interestadual de citros em geral. O documento é fundamentado por um Certificado Fitossanitário de Origem (CFO), sem o qual não é possível garantir a sanidade do produto. A partir do CFO, que é emitido por um engenheiro-agrônomo habilitado, é possível saber, por exemplo, se a carga está adequada, evitando a disseminação de pragas que possam afetar as lavouras, como o Greening, por exemplo.

A carga foi totalmente destruída e o responsável foi autuado.

Greening

O Greening é considerado a pior doença dos citros no mundo, em função da dificuldade de controle, da rápida disseminação e por ser altamente destrutiva aos pomares. A doença é caracterizada por provocar desfolha, seca e morte de ramos.

Para evitar a introdução de Greening e de outras pragas nos cultivos do Espírito Santo, o Idaf desenvolve um trabalho constante de fiscalização, seja na rotina de inspeção sanitária em propriedades rurais ou nos Postos de Fiscalização, por meio do controle do trânsito de vegetais.

Fiscalização

O Idaf conta com quatro postos de fiscalização localizados nas divisas com os Estados de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. A fiscalização é realizada diariamente em veículos de transporte de cargas que entram ou saem do Estado, a fim de promover um efetivo controle fitossanitário e de epidemias agropecuárias.

Texto: Francine Castro

 

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