Capacitação de prevenção febre Maculosa em Barra de São Francisco

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Aconteceu na Unidade de Saúde do bairro Bambé, em Barra de São Francisco, nesta terça-feira (21), curso de capacitação de prevenção e tratamento de febre maculosa. A capacitação foi ministrada pelo superintendente da Vigilância da Secretaria de Estado da Saúde (SESA) , Orlei Cardoso, e  profissionais da área veterinária de São Mateus e Colatina.

O objetivo foi capacitar profissionais da Saúde para melhor atendimento aos pacientes suspeitos e casos confirmados da febre maculosa.

Segundo informações do coordenador  de Agência Primária de Saúde de Barra de São Francisco, Warlem Franco, este ano  ocorreu vários casos de febre maculosa – com uma morte –  no município.

Participaram da capacitação o superintendente da SESA de Vitória, Orlei Cardoso, e membros das  regionais de Colatina (Marcos Antônio e Augusto Zago, veterinários)  e São Mateus (Gean Machado, Núcleo de Vigilância, Leonardo Barbosa, enfermeiro regional, Delcio Alves, Frente de Saúde Pública, Gabriella Lima, veterinária, Rafael Ruy Gouvea, biólogo residente em Saúde Coletiva, Poliana Magalhães, farmacêutica, Esther da Fonseca Erotilde, Enfermeira em Saúde Coletiva).

 

FEBRE MACULOSA

A febre maculosa é uma doença infecciosa, febril aguda e de gravidade variável. Ela pode variar desde as formas clínicas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de letalidade. A febre maculosa é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, transmitida pela picada do carrapato.

Os principais sintomas da Febre Maculosa são:

  • Febre alta e súbita;
  • Cefaleia;
  • Hiperemia conjuntival;
  • Dor muscular e articular;
  • Mal-estar;
  • Dores abdominais;
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Exantema.

 

Agente Etiológico

Bactéria pertencente à ordem Rickettsiales, da família Rickettsiaceae e do gênero Rickettsia. No Brasil está associada a duas espécies de riquétsia: Rickettsia rickettsii e Rickettsia parkeri.

 

Reservatório

A Febre Maculosa é uma doença causada pela picada do carrapato

 

Vetores

No Brasil, os carrapatos de maior importância na transmissão da bactéria são do gênero Amblyomma, sendo segundo Labruna et al.,(2011):

  • Amblyomma aureolatum;
  • Amblyomma dubitatum;
  • Amblyomma ovale;
  • Amblyomma sculptum (Amblyomma cajennense sensu lato)

 

Os equídeos, roedores como a capivara (Hydrochaeris hydrochaeris), e marsupiais como o gambá (Didelphis sp) têm importante participação no ciclo de transmissão de febre maculosa e há estudos recentes sobre o envolvimento destes animais como amplificadores de riquétsias, assim como transportadores de carrapatos potencialmente infectados.

 

Modo de Transmissão

Picada do carrapato infectado pela bactéria do gênero riquétsia (Rickettsia rickettsii e Rickettsia parkeri). Há também a possibilidade de que a transmissão da bactéria ocorra no momento em que os carrapatos infectados e aderidos à pele dos hospedeiros forem retirados com as mãos desprotegidas, além do habito que se tem de esmagá-los com as unhas, ação que pode expor o homem à hemolinfa dos carrapatos infectados provocando a transmissão do patógeno.

 

Período de Incubação

De dois a 14 dias, com média de sete dias após a picada do carrapato.

 

Período de Transmissibilidade

Após a picada do carrapato, estima-se que o tempo médio necessário para que ocorra a inoculação da bactéria seja em torno de 4 a 6 horas de parasitismo, mas dependerá de cada espécie de carrapato.

 

Complicações

Manifestações sistêmicas que incluem edema, anasarca, insuficiência renal, manifestações neurológicas, hemorragias, miocardite, insuficiência respiratória, hipotensão e choque.

 

Fatores de Risco

Os principais fatores de risco que aumentam as chances de se contrair a infecção por Febre Maculosa são:

  • Viver em uma área onde a doença é comum, como locais rurais ou arborizados.
  • Convivência com cachorro, cavalo ou outros animais domésticos.
  • Se um carrapato infectado se prender à sua pele, é possível contrair febre maculosa ao remover o carrapato, pois o fluido do carrapato pode entrar no seu corpo por meio de uma abertura como o local da picada.

Para diminuir os riscos de infecção, em caso de exposição a carrapatos, siga os seguintes passos:

  • Ao remover um carrapato da sua pele, use uma pinça para agarrá-lo e remova-o cuidadosamente.
  • Trate o carrapato como se estivesse contaminado: mergulhe-o em álcool ou jogue no vaso sanitário.
  • Limpe a área da mordida com anti-séptico.
  • Lave bem as mãos.

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