Campeão mundial de tênis em cadeira de rodas participa de bate-papo entre atletas da Sesport

O campeão mundial de tênis em cadeira de rodas, Adalberto Rodrigues, contemplado pelo programa Bolsa Atleta, da Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport), foi o terceiro convidado do bate-papo entre atletas, nesta segunda-feira (22). Na conversa com a gerente de Esportes, Formação e Rendimento da Sesport, Maylla Venturin, o paratleta relembrou sua trajetória e conquistas.

Considerado pioneiro no tênis em cadeira de rodas no Espírito Santo e um dos atletas mais vencedores da modalidade no Brasil, Rodrigues também pratica basquete em cadeira de rodas e, desde jovem, sempre foi adepto a outras modalidades do esporte. Ele aproveitou a live para contar como o paradesporto entrou em sua vida.

“Antes do acidente, eu já praticava esporte no Batalhão em que trabalhava. Fazia atletismo e praticava muito os cem metros rasos e salto à distância. Após o ocorrido, tive a possibilidade de voltar ao esporte no Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo (Crefes). A princípio, não tínhamos nem tabela de basquete, então treinávamos só arremessos. Depois que o professor Martoni [Rodrigues] chegou ao Centro, montamos a primeira equipe de basquete”, contou Rodrigues.

Apesar de o basquete ter sido sua primeira modalidade, foi no tênis em cadeira de rodas que ele se destacou e se sagrou campeão mundial. “Comecei a praticar o tênis para não ficar parado. Acabei indo para Niterói, no Rio de Janeiro, e fui convidado para ajudar alguns jogadores e acabei gostando e aderindo a modalidade”, disse.

Após ingressar no tênis, Rodrigues participou de diversas competições. Perguntado sobre a importância delas em sua vida, ele destacou o primeiro Campeonato Mundial de tênis em cadeira de rodas, realizado em Brasília, em 2006. Além disso, também relembrou a dificuldade que acompanhou na conquista do Campeonato Brasileiro de 2018, que contou com etapas em São Paulo e no Espírito Santo.

“Todos os mundiais que participei, em si, foram muito bons, agora o mundial no Brasil, em que fomos campeões na final contra a Argentina, foi muito importante para mim, por ser em casa e poder estar com nosso pessoal torcendo. O mais difícil, sem dúvidas, foi o Campeonato Brasileiro de 2018, pois tinha acabado de voltar de uma contusão, consegui me recuperar para conquistar o torneio e fiquei feliz da vida”, contou.

Ranking

Adalberto Rodrigues iniciou a prática no tênis em cadeira de rodas na década de 1990, época em que a categoria era novidade no País. Com isso, ele e a equipe recebiam convites para participar de competições, como o Parapan-Americano.

“Disputar outro Parapan-Americano nos meus planos ficou pra trás, pois quando comecei a jogar tênis a modalidade era emergente no Brasil. Então conseguimos alguns convites para competir o Parapan-Americano e até mundiais. Hoje em dia, eu almejo mais jogar torneios internacionais”, revelou Rodrigues.

Com a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), os eventos esportivos foram suspensos, mas para não ficar parado o tenista contou que têm realizado seus treinos em casa, separando três dias para focar no basquete e outros três para o tênis com, no mínimo, duas horas de duração para cada dia de treino.

Bolsa Atleta

Contemplado na categoria nacional do programa Bolsa Atleta, Rodrigues comentou sobre a importância que o benefício tem na vida dos paratletas.

“O Governo está segurando a peteca para nós atletas, pois a pandemia não está fácil para ninguém, ainda tem aqueles atletas que trabalham formalmente, o que fica mais complicado. Isso facilita no custeio de algumas coisas para manter o treinamento em casa, até entrar em contato com profissionais que podem nos dar uma opinião para os treinos”, concluiu.

Para aqueles que desejarem assistir a live, ela está disponível no feed do Instagram da Sesport (@Sespsortesoficial).

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