Câmara municipal de Ecoporanga gasta quase meio milhão de reais com segurança privada

Que a Câmara de Ecoporanga é cara pelo serviço que presta à população todos sabem. O que muita gente não sabe é que o custo da Casa legislativa poderia ser bem menor. De uma só tacada, os gastos anuais poderiam ser reduzidos em torno de 150 mil de reais. Levando em conta apenas um quesito. Dos R$ 3.240.000,00 do orçamento do Legislativo ecoporanguense, R$ 147.141,36 anuais são destinados a uma empresa contratada para realizar a vigilância e segurança de portaria desarmado.

Em cidades como Barra de São Francisco, Água Doce do Norte, Ponto Belo, Águia Branca e Mantenópolis, por exemplo, esta segurança é feita com servidores municipais ou não contam com equipe de segurança.

Embora o assunto já tenha sido levantado em diversas oportunidades pelo prefeito municipal, Elias Dal’Col (PSD), que já se mostrou contrário com esse tipo de gasto, não se tem claro qual o motivo de a Câmara ecoporanguense optar por uma empresa de segurança privada, levando em consideração que Ecoporanga é uma cidade em crescimento, sendo o terceiro maior município em extensão territorial do Estado, e segundo as autoridades local, o nível de criminalidade é considerado médio.

Vale destacar que esporadicamente, em especial, em dias de votações polêmicas a Câmara solicita o apoio da Polícia Militar, que se faz presente até o fim da sessão, não havendo necessidade de segurança privada.

Enquanto a população clama pelas ruas de Ecoporanga por mais proteção, os onze vereadores tem sua segurança garantida com dinheiro do contribuinte. Isto apesar de ter o apoio da PM a disposição da Câmara sempre que solicitado.

Em Ecoporanga, a segurança patrimonial do Legislativo é realizada pela Empresa Reciclagem Arte de Recriar LTDA-ME, mudando o nome para Guardiões Administradora de Serviços LTDA-ME, de Ecoporanga, por meio do Contrato nº 005/2018 e Processo Administrativo nº 159/2018. Ela é a vencedora de um pregão realizado no ano de 2018, com contrato assinado e iniciado em 14 de agosto de 2018, ao custo de R$ 147.141,36. O contrato foi renovado em 2019, e em agosto de 2020, até agosto de 2021, estando em R$ 153.504,72. O aumento no período foi de pouco mais de 4,32%, com um gasto de quase 500 mil reais em três anos de contrato.

A mesa diretora da Câmara de Ecoporanga, presidida pelo vereador Greidismar Lopes (PSD), deve uma explicação aos eleitores, que afinal, pagam esta e todas as outras despesas.

Fonte: Impacto de Notícias

Fonte: Itamar José dos Santos / Agitaeco

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