Brasil vai iniciar novos testes clínicos com nitazoxanida

ministro Marcos Pontes

Ministro Marcos Pontes (MCTIC) fala sobre novo teste com nitazoxanida, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

Um novo tipo de teste clínico com o antiparasitário nitazoxanida em pessoas com Covid-19 vai começar a ser feito no País, informou o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Os novos testes vão incluir 500 pacientes na fase inicial da doença, com sintomas leves ou assintomáticos.

“Nesta segunda fase de testes, a ideia é verificar a eficácia da nitazoxanida na fase inicial da doença. O objetivo desse novo protocolo é averiguar se a droga poderá evitar que a doença evolua para um quadro mais grave”, explicou o ministro Marcos Pontes, durante coletiva, nessa terça-feira (19). 

 A nitazoxanida já está sendo testada pelo ministério há algumas semanas em outro grupo de 500 pacientes com sintomas graves da doença ou hospitalizados. Esse primeiro teste ainda não foi concluído e os resultados iniciais deverão ser avaliados por uma comissão técnica externa. “Estamos na fase de conclusão da primeira fase de testes, mas a conclusão depende da velocidade de entrada de novos pacientes”, ressaltou o ministro.

Os testes clínicos com o antiparasitário estão sendo realizados em 17 hospitais de 7 capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Manaus e Curitiba.

A seleção da nitazoxanida faz parte de uma estratégia chamada de reposicionamento de fármacos, adotada por uma força-tarefa formada por 40 cientistas do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Foram testados 2 mil medicamentos com o objetivo de identificar fármacos compostos por moléculas capazes de inibir proteínas fundamentais para a replicação viral. Com uso de alta tecnologia como biologia molecular e estrutural, computação científica, quimioinformática e inteligência artificial, os pesquisadores identificaram seis moléculas promissoras que seguiram para teste in vitro com células infectadas com o SARS-CoV-2. Desses seis remédios pesquisados, os cientistas do CNPEM descobriram que dois reduziram significativamente a replicação viral em células. O remédio mais promissor apresentou 94% de eficácia em ensaios com as células infectadas.

Testes rápidos

O ministro Marcos Pontes ressaltou que o MCTIC também está atuando para diversificar a oferta de testes rápidos contra a Covid-19. Uma das ações é utilizar reagentes produzidos no país para a realização de testes, dispensando a importação dos produtos. Outra iniciativa busca o desenvolvimento de testes rápidos com utilização de tecnologia e inteligência artificial.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

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