Brasil assume presidência do Mercosul dividido e enfraquecido


O Brasil assume nesta quinta-feira (8) a presidência pró-tempore do Mercosul, em uma reunião virtual do bloco. 

A passagem do comando da Argentina para o Brasil ocorre em meio a um processo de isolamento do país vizinho, cujo governo não está de acordo com a flexibilização do bloco, como defendem Uruguai, Paraguai e Brasil, informa a Folha de S.Paulo.

O Uruguai já anunciou que vai iniciar conversas para acordos comerciais com outros países fora do bloco, o que agrava a tensão entre os países membros. 

O desentendimento básico se dá em torno da redução da TEC (tarifa externa comum). 

Na reunião passada, que foi comemorativa dos 30 anos do Mercosul, o presidente argentino, Alberto Fernández, reagiu aos ataques do mandatário uruguaio, Luis Lacalle Pou, que reclamava do protecionismo e da demora na tomada de decisões no bloco. Fernández chegou a dizer que quem não estivesse feliz deveria “abandonar o barco”.

O Brasil, assim como Uruguai, defende uma redução radical da TEC, enquanto a Argentina prefere uma redução gradual e menor, evitando aplicá-la ao setor industrial, pelo menos até janeiro. O Brasil, que não tem uma estratégia de fortalecimento do bloco, faz um discurso de que o Mercosul deve deixar de ser guiado por “questões ideológicas”.


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