Bolsonaro com Braga Neto no aniversário do Ministério da Defesa. A PEC do Pazuello é assunto para conversa?

Um dos temas sobre os quais mais se falou nas últimas semanas foi a relação de Jair Bolsonaro com as Forças Armadas. E especialmente com o Exército, em decorrência da crise que gerou o fato de o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, tê-lo acompanhado naquele evento no Aterro do Flamengo, no Rio, quando ambos subiram num carro de som, tido como palanque eleitoral, o que não é admitido pelas normas militares.

O episódio esquentou, ferveu e só aparentemente esfriou quando o Alto Comando do Exército decidiu, para atender a uma ordem de Bolsonaro, não punir Pazuello por infringir a lei. Com a indicação do general para a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e a sucessão de fatos dos últimos dias — os depoimentos na CPI da Pandemia no Senado; as acusações contra o ministro Ricardo Salles, do Meio-Ambiente; a ação das PMs nas manifestações de rua etc — o assunto ficou mais ou menos esquecido. Mais ou menos.

Nessa quinta-feira, Jair Bolsonaro participa da cerimônia de comemoração do 22o. aniversário de criação do Ministério da Defesa. Presente também o alto escalão das Forças Armadas. Principalmente do ministro Braga Netto, talvez o maior aliado do senhor que preside o país. Coincide com a apresentação na Câmara dos Deputados de uma Proposta de Emenda Constitucional que proíbe oficiais generais assumirem cargos na gestão pública.

Foto: Orlando BritoFoto: Orlando Brito


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