Belo Horizonte deixa de exigir uso de máscara em espaços abertos

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Foto: Reprodução
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ISAC GODINHO – CONSELHEIRO LAFAIETE, MG (FOLHAPRESS)

A população de Belo Horizonte não está mais obrigada a utilizar máscaras cobrindo nariz e boca em ambientes ao ar livre na cidade. A medida foi anunciada na tarde da última quinta (3) pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) e oficializada por meio de um decreto publicado no Diário Oficial do Município nesta sexta (4).

A medida foi orientada por uma nota técnica do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da capital mineira. Segundo o médico infectologista Unaí Tupinambás, membro do grupo, a orientação foi baseada nos dados epidemiológicos atuais da cidade.

“Os conhecimentos adquiridos nesses dois anos dão conta de que a transmissão da Covid em ambientes externos, e aí eu falo de ruas, praças e avenidas, ela é muito pouco eficiente. A transmissão ocorre mais em ambientes fechados e mal ventilados”, afirmou o médico.

Além disso, a orientação do comitê e o decreto também citam a redução da taxa média de transmissão por infectado na cidade e a baixa ocupação de leitos de UTI e enfermaria para o tratamento de pessoas com Covid.

Outro fator que contribuiu para a decisão foi a alta taxa de vacinação. Segundo a prefeitura, 83% da população está completamente imunizada.

Nas feiras de rua, como a popular feira Hippie, realizada na avenida Afonso Pena, o uso de máscaras continuará sendo exigido. Também fica obrigatório o uso de máscara em eventos, festas e partidas de futebol profissional, exceto em momentos de alimentação e hidratação.

A prefeitura informou que regras específicas e atualizações necessárias podem ser publicadas em portarias nos próximos dias.

De acordo com Unaí Tupinambás, mesmo que estes ambientes sejam abertos, como há grande proximidade de pessoas cantando e gritando, o uso de máscara nessas situações é importante. O médico também recomenda a continuidade do uso de máscara em pátios de escolas ou em momentos de aglomeração, mesmo que nas ruas.

Segundo ele, não há uma expectativa de novo aumento de casos devido às festas realizadas durante o Carnaval.

“Belo Horizonte e o Brasil inteiro estão com uma redução rápida de casos. O que pode acontecer é dar uma freada nessa redução, cair de forma mais lenta por conta do Carnaval. Muito disso por conta da ampla vacinação e da disseminação ampla da Covid, da variante ômicron, nos meses de janeiro e fevereiro”, afirma o médico.

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