Barman morre após ser agredido no Espírito Santo e família diz que motivação pode ter sido homofobia

O barman Leandro de Paula Moura, de 34 anos, morreu na última segunda-feira (28) após ter sido brutalmente agredido e jogado em meio a um matagal dois dias antes no bairro Santa Cecília, em Cariacica, na Grande Vitória. As informações são do G1ES.

Segundo a família, o crime pode ter sido motivado por homofobia.

Leandro foi agredido na noite do último sábado (26) após sair do trabalho. Muito ferido, ele foi jogado pelos agressores em um matagal. Mesmo machucado, conseguiu sair do local e pedir ajuda a um grupo de pessoas que participavam de uma festa em um bar. Ele foi socorrido e levado para a casa onde morava com a mãe.

A polícia trabalha com a suspeita de latrocínio, ou seja, de roubo seguido de morte, já que o celular de Leandro não foi encontrado.

Para o irmão Eder de Paula Moura, Leandro contou que foi assaltado e que haviam tentado matá-lo. Eder acredita que o irmão, que era homossexual, possa ter sido vítima de homofobia.

“Pode ser sim. Ele era bonito. Talvez por inveja, por ele ser quem ele era, pela coragem que ele tinha. As pessoas acham que ele não é homem, mas ele é muito mais homem do que as pessoas que fizeram isso com ele”, ressaltou o irmão.

Segundo Eder, ainda na noite da agressão, Leandro foi levado para o Pronto Atendimento de Alto Lage, em Cariacica. Ele foi medicado e liberado. Já no domingo (27), como as dores continuaram, o barman foi ao Hospital Estadual de Urgência e Emergência, em Vitória, mas novamente foi liberado para voltar para casa.

No dia seguinte, ele voltou ao PA de Alto Lage, mas morreu horas mais tarde.

“Ele poderia estar vivo. Foi uma covardia o que fizeram com ele, mas eles poderiam ter ficado com ele internado”, diz Eder.

A família, agora, pede por justiça. “Eu só quero justiça. Quero que quem fez isso com ele seja preso, vai ter que pagar”, pede o irmão.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), responsável pelo Hospital de Urgência e Emergência, Leandro passou por exames e por avaliações na unidade, mas os médicos não constataram a necessidade de internação ou de cirurgia.

Já a Prefeitura de Cariacica, responsável pelo PA de Alto Lage, não enviou respostas à reportagem até o momento.

 

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