Banco Nacional de Perfis Genéticos auxiliou quase 2 mil investigações criminais

Banco Nacional de Perfis Genéticos auxiliou quase 2 mil investigações criminais

No ano de 2019, o ministério investiu mais de R$ 35 milhões na atividade e, em 2020, mais de R$ 80 milhões Foto: Agência Brasil

O Banco Nacional de Perfis Genéticos auxiliou 1.977 investigações criminais no Brasil, incluindo crimes contra a vida, crimes sexuais e crime organizado. É o que aponta o relatório semestral da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos. O resultado, publicado na sexta (11), representa um crescimento de 30% se comparado ao último relatório, divulgado em maio deste ano.

De acordo com o documento, que traz informações coletadas entre os meses de maio e novembro, o estado com maior contribuição absoluta de perfis genéticos é São Paulo (16.974), seguido por Pernambuco (13.964), Goiás (7.102) e Rio Grande do Sul (6.067). Os números revelam o comprometimento dos estados integrantes da Rede na alimentação do Banco Nacional de Perfis Genéticos por meio da coleta de material biológico de condenados por crimes no país.

Atualmente, a Rede Nacional de Perfis Genéticos conta com 20 laboratórios estaduais, um do Distrito Federal e um da Polícia Federal. No período de 28 de maio a 28 de novembro, o Banco Nacional de Perfis Genéticos teve um incremento de 9.764 perfis genéticos, aumento de 12% comparado ao último semestre.

Fortalecimento

Uma das prioridades do Ministério da Justiça e Segurança Pública é o fortalecimento da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, constituída em 2013 com o propósito de auxiliar na apuração de crimes, instrução processual e identificação de pessoas desaparecidas por meio do compartilhamento e comparação de perfis genéticos.

No ano de 2019, o ministério investiu mais de R$ 35 milhões na atividade e, em 2020, mais de R$ 80 milhões, numa ação conjunta entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Polícia Federal e as secretarias de segurança pública estaduais para o compartilhamento de perfis genéticos obtidos em laboratórios de Genética Forense.

Além disso, foi publicada, na edição desta segunda-feira (14) do Diário Oficial da União (DOU), a Resolução nº12 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, que recomenda a expansão e a alimentação do Banco Nacional de Perfis Genéticos e dos bancos de perfis genéticos das unidades Federativas.

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