Aulas remotas serão consideradas como carga horária letiva para estudantes capixabas

Anúncio oficial sobre a mudança foi feito na tarde desta quinta-feira (15) pelo secretário de Educação, Vitor de Angelo, durante entrevista coletiva transmitida pela internet.

O Governo do Espírito Santo disse que vai passar a considerar, a partir do dia 1º de julho deste ano, as atividades remotas desenvolvidas na rede estadual como carga horária letiva. O anúncio oficial sobre a mudança foi feito na tarde desta quinta-feira (15) pelo secretário de Educação, Vitor de Angelo, durante entrevista coletiva transmitida pela internet.

Desde o início de abril, em virtude da pandemia, os alunos da rede estadual de ensino têm atividades remotas através do Programa EscoLAR do Governo do Estado, com transmissão de videoaulas, por meio de canais de televisão e/ou por meio de redes sociais, em dia e horário específicos, para turmas específicas.

“Esses 100 dias nos trouxeram a maturidade necessária para tomarmos a decisão que estamos tomando. A partir de hoje, o Programa EscoLAR acontece da forma como está acontecendo, com a diferença de que será contado como carga horária letiva”, explicou de Angelo.

Antes, a Sedu dizia que havia uma previsão de essas atividades não fosse contabilizadas como dia letivo pelo fato do Espírito Santo já ter uma carga horária acima do que prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

O secretário explicou que a medida deve ajudar a engajar alunos que não aderiram à modalidade remota de ensino por entenderem que as videoaulas não seriam contabilizadas.

“Temos recebido muito feedback por muitos canais, tanto de alunos e professores, que ou não aderiram [à modalidade remota] porque não era carga horaria e tinham equivocadamente a informação de que não era pra valer. E eles não serão prejudicados, mas isso não favorecia o engajamento dos alunos”, explicou o secretário.

Professores começaram a pedir que fosse computado como carga horaria, afinal é um trabalho que estão sendo feitos. Por isso não estamos trabalhando retomada, porque dá a ideia de que não havia nada sendo feito. mas na verdade o trabalho estava sendo feito, ele só não estava sendo cmputado como caga horaria letiva

Avaliações

Ainda de acordo com a Sedu, os alunos passarão por avaliações em julho.

“Ao longo do mês de julho, a gente vai realizar avaliações diagnósticas nos alunos para saber o que os alunos têm de conhecimento vindo de 2019. Seria uma avaliação de entrada que deveria ter sido feita em março [presencialmente], mas as escolas acabaram fechando. Uma segunda avaliação diagnóstica será feita para aferir o que foi aprendido daquilo que foi ensinado nos últimos três meses do programa EscoLAR para fins de co-validação”.

Essas avaliações serão feitas em parceria com uma fundação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que já atua em parceria com a Secretaria Estadual de Educação.

“Será uma avaliação online, que, neste momento, será feita por aqueles que tiverem condição de fazer online. Para quem não tiver, quando a escola reabrir, farão igualmente online, porém nos equipamentos disponíveis nas escolas”, disse de Ângelo.

Para os estudantes do Ensino Fundamental 1, a avaliação só será aplicada quando escola abrir, “porque é um publico muito especifico que depende muito do apoio do responsável” explicou o secretário.

Mais informações em instantes

De acordo com monitoramento realizado, cerca de 75 % dos 230 mil estudantes estão sendo atendidos pelo Programa EscoLAR, por meio da realização das APNPs. Para os que não possuem acesso à internet, as atividades estão sendo impressas e entregues presencialmente.

A Secretaria da Educação informa que as atividades pedagógicas não presenciais, ofertadas por meio do Programa EscoLAR, foram inicialmente viabilizadas por meio de uma parceria com a Secretaria da Educação do Amazonas.

No entanto, desde o início do mês de junho, a Sedu iniciou a gravação das aulas com professores capixabas e, aos poucos, está substituindo o conteúdo do amazonas.

 

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