Aulas podem voltar em maio no Espírito Santo se ocupação de UTIs ficar abaixo de 80%, diz secretário

 

Interrompidas por conta da pandemia da Covid-19, as aulas presenciais nas escolas públicas e particulares do Espírito Santo podem retornar no mês de maio, caso a taxa de ocupação dos leitos de UTI esteja abaixo de 80%.

A previsão, de acordo com Richard Pinheiro, do G1, foi dada pelo secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (26) em Vitória.

“É possível que ao longo do mês de maio o Espírito Santo alcance uma taxa de ocupação de UTI inferior a 80%, com isso o estado terá majoritariamente vários municípios classificados no risco intermediário e no risco baixo. Dessa maneira, de acordo com as regras da matriz de risco, as atividades educacionais deverão retornar na ampla maioria dos municípios capixabas”, disse o secretário.

Atualmente, cinco cidades estão em risco extremo. Outros 50 municípios estão em risco alto, 23 em risco moderado e nenhum em risco baixo.

Além dessa previsão otimista, o secretário também ressaltou que os professores e membros da segurança pública não serão imunizados com a CoronaVac, que será utilizada de forma exclusiva na população, justamente por causa da falta desse imunizante no processo de segunda dose da vacinação.

“Não serão utilizadas doses da vacina CovonaVac nos profissionais da educação e segurança pública. A esses dois públicos estamos destinando exclusivamente a vacina da AstraZeneca, haja vista a escassez da vacina do Butantan para a aplicação da segunda dose na população”, afirmou Nésio Fernandes.

O subsecretário Luiz Carlos Reblin também comentou sobre a falta dessa segunda dose da vacina produzida no Instituto Butantan.

“Todos os estados brasileiros têm dificuldades da segunda dose da CoronaVac. O secretário tem feito um empenho grande junto ao Ministério da Saúde solicitando que doses complementares, que por ventura possam estar disponíveis, sejam remetidas aqui para o Espírito Santo para que a gente dê continuidade na vacinação. Mas se não recebermos essas doses, a população pode ficar tranquila”, disse.

Coletiva de imprensa da Sesa — Foto: Divulgação/Sesa

Coletiva de imprensa da Sesa — Foto: Divulgação/Sesa

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