Arquiteto capixaba Paulo Mendes da Rocha morre aos 92 anos em São Paulo

“Último gigante da arquitetura brasileira” estava internado e faleceu na madrugada deste domingo

O arquiteto e urbanista brasileiro Paulo Mendes da Rocha na mesa 'Paraty, Veneza no Atlântico Sul'. — Foto: Flavio Moraes/G1

O arquiteto e urbanista brasileiro Paulo Mendes da Rocha na mesa ‘Paraty, Veneza no Atlântico Sul’. — Foto: Flavio Moraes/G1

Morreu na madrugada deste domingo (23), o arquiteto e urbanista capixaba Paulo Mendes da Rocha, aos 92 anos. O profissional, conhecido como o “último gigante da arquitetura brasileira” e um dos grandes nomes da profissão em âmbito mundial, estava internado em São Paulo. O falecimento foi confirmado pelo filho dele, Pedro Mendes da Rocha.

Nascido Paulo Archias Mendes da Rocha, em Vitória, no Espírito Santo, no ano de 1929, Mendes da Rocha é filho do engenheiro Paulo de Menezes Mendes da Rocha e neto do empreiteiro Serafim Derenzi. Logo após o nascimento se mudou, com a família, de Vitória para a casa do avô, no Rio de Janeiro. A crise de 1929 havia abalado seriamente as finanças da família. O pai seguiu para São Paulo, onde a família se reuniu outra vez quando Paulo tinha seis anos.

O arquiteto ajudou a desenhar a cidade de São Paulo, onde vivia. São dele projetos icônicos como a reforma da Pinacoteca, em que precisou adequar a construção do século XIX às necessidades de uma instituição contemporânea, o Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), o Museu da Língua Portuguesa, destruído por um incêndio em 2015 e hoje em reconstrução, além do Sesc 24 de Maio.

Ao longo da carreira, Mendes da Rocha foi codecorado com os mais importantes prêmios internacionais de arquitetura, incluindo Pritzer (conhecido como o “Nobel da arquitetura), o Imperial do Japão, Leão de Ouro da Bienal de Veneza, o Mies van der Rohe e medalha de ouro do Instituto Real de Arquitetos Britânicos (Riba, na sigla em inglês).

Obras do Cais das Artes, em Vitória, se arrastam há 10 anos

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Em solo capixaba, seu único projeto foi o Cais das Artes, um complexo cultural que começou a ser construído em 2010, está com a obra parada desde 2015 devido a um impedimento judicial e que já custou mais de 129 milhões de reais aos cofres do Espírito Santo. O Governo do Estado tinha a pretenção retomar as obras ainda no primeiro semestre deste ano.


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