Apesar do bom Índice da Confiança na Indústria, é preciso dar incentivos ao micro e pequeno empreendedor, orienta Deputado Bohn Gass

Apesar dos impactos econômicos provocados pela pandemia do novo coronavírus, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) ficou em 62,8 pontos, em fevereiro, no Rio Grande do Sul. Segundo o levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado (FIERGS), o resultado ainda é considerado elevado, mesmo com a queda de 3,3 pontos, na comparação com dezembro de 2020. O percentual varia de zero a cem e quanto mais acima de 50, maior e mais disseminado é o otimismo entre as empresas.

O deputado Bohn Gass (PT-RS) ressalta a confiança dos empresários, mas recomenda a distribuição de vacinas para conter a pandemia.

“O levantamento da FIERGS mostra que os empresários gaúchos mantêm uma forte disposição de empreender, mesmo com os desafios impostos pelo avanço da pandemia. Para dar efeitos a essa tendencia, o Executivo-Legislativo tem que fazer sua parte. Precisamos acelerar a vacinação para conter a pandemia”, orienta.

Resultados da pesquisa

Após sete meses de altas ininterruptas, o Índice de Condições Atuais teve a segunda queda consecutiva, atingindo 58,2 pontos em fevereiro, contra o recorde histórico de 64 pontos, registrado em dezembro de 2020. Apesar disso, o indicador continuou acima dos 50 pontos, permanecendo com indicação de melhora. 

Arte - Brasil 61

O presidente do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Sul (Corecon-RS), Mário de Lima, explica a ligeira queda dos indicadores. “O Índice de Confiança do Empresariado Industrial ocorreu devido a uma piora no Índice de Condições da economia brasileira e no Índice de Condições Atuais das empresas. Significa dizer que para o empresariado industrial a economia brasileira e a situação das empresas do segmento industrial não melhoraram muito em relação aos últimos seis meses”, afirmou. 

Segundo o economista, a confiança é fundamental para as expectativas dos agentes econômicos. Um índice positivo leva ao aumento da produção industrial e, consequentemente, à realização de investimentos industriais no estado, gerando riqueza, empregos e renda. Por conseguinte, impacta positivamente na economia estadual e influencia nos demais setores e nas finanças públicas estaduais e municipais.

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Os empresários gaúchos mantiveram a avaliação positiva das condições da economia brasileira, com índice de 54,8 pontos. Em janeiro esse indicador era de 57,1. Já em relação à percepção sobre as próprias empresas, o cenário ficou menos favorável no segundo mês de 2021: o Índice de Condições Atuais das Empresas recuou de 61,1 em janeiro para 60 pontos em fevereiro.

Para o presidente do Conselho Regional de Economia, por mais que os indicadores não sejam tão otimistas quanto em dezembro de 2020, as expectativas ainda são positivas.

“A percepção desses importantíssimos agentes do mercado industrial traz uma expectativa positiva também para toda a economia gaúcha, indicando aumento da produção industrial e consequentemente aumento do PIB gaúcho. Sinalizando também a procura das empresas por trabalhadores no mercado de trabalho, reforçando assim toda a economia estadual”, avaliou.

Para que a sensação de confiança entre os empresários da indústria perdure, o deputado Bohn Gass recomenda investimentos do governo, especialmente, nos micros e pequenos negócios.

“É preciso uma nova rodada do Pronamp, para auxiliar as micro e pequenas empresas que estão em dificuldade. Junto a isso, é urgente uma reforma tributária, que simplifique a tributação e reduza os impostos sobre a produção e o consumo”, recomenda.

Em relação aos próximos seis meses, o otimismo dos empresários do Rio Grande do Sul – medido pelo Índice de Expectativas – cresceu em fevereiro e atingiu 65,1 pontos; considerado um patamar bem elevado. Já o Índice de Expectativas para a Economia Brasileira também se elevou e chegou a 61,3 pontos. Por fim, o Índice de Expectativas das Empresas – que mede o otimismo em relação ao futuro dos próprios empreendimentos – subiu de 66,1, em janeiro, para 67,1 pontos, em fevereiro.

Indústria - Foto: Agência Brasil

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