Alvo de operação, advogado capixaba Lucas Tristão se apresenta à PF no Rio

Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego e Renda, Lucas Tristão — Foto: Divulgação

Aluno de Witzel e advogado de Mário Peixoto, ele foi coordenador de campanha do governador se envolveu em atrito com deputados estaduais, que o acusaram de espioná-los.

 

Lucas Tristão, um dos alvos da Operação Tris in Idem, nesta sexta-feira (28), se apresentou à Polícia Federal no fim da manhã e foi preso.

Ex-secretário de Wilson Witzel, governador afastado após decisão do Superior Tribunal de Justiça, Tristão não foi encontrado nas buscas da polícia no início da manhã. Segundo vizinhos, ele havia se mudado do endereço três meses atrás.

Tristão foi aluno do governador afastado Wilson Witzel e assumiu, na gestão dele, uma secretaria estratégica — a de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais.

Tristão acabou exonerado após desgaste com a Alerj e pela ligação com Mário Peixoto, de quem foi advogado — e foi denunciado por corrupção pela PGR.

De aluno a secretário

O advogado capixaba, de 33 anos, foi aluno do curso de direito na Universidade de Vila Velha, no Espírito Santo — Witzel atuou como magistrado no estado.

Tristão, que gozava da total confiança do governador, foi um de seus coordenadores e advogados de campanha, na eleição de 2018.

Assim que o ex-juiz federal assumiu o governo do RJ, Tristão foi convidado para ser o secretário de Desenvolvimento Econômico.

O fato de ser advogado do empresário Mário Peixoto — denunciado por chefiar um esquema de corrupção na saúde do Rio — numa ação contra o governo do estado não foi considerado conflito de interesse por Witzel.

Tristão dizia que não tinha qualquer interesse político e chegou a se declarar como um soldado de Wilson Witzel, pronto a cumprir as ordens do governador.

Desde o início do ano, deputados reclamavam que tinham sido grampeados ilegalmente pelo então poderoso secretário, que estaria produzindo um dossiê contra os parlamentares. Chamado a esclarecer os fatos na Alerj, Tristão negou a espionagem.

Tristão é citado na delação do ex-secretário de saúde Edmar Santos como tendo envolvimento no direcionamento de pagamentos de restos a pagar da saúde.

A situação de Tristão começou a ficar insustentável no governo quando, já em atrito com a Alerj, investigações sobre Mário Peixoto revelaram que o então secretário tinha almoçado na Páscoa, na casa da família do empresário. Ele foi exonerado no início de junho.

Além disso, durante as investigações, procuradores descobriram o recebimento de transferências no montante de R$ 225 mil da conta do escritório de Lucas Tristão, vindas das empresas de Mário Peixoto.

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