Alunos com altas-habilidades/superdotação apresentam pinturas sobre lendas capixabas em evento internacional • SiteBarra

Alunos com altas-habilidades/superdotação apresentam pinturas sobre lendas capixabas em evento internacional

Na última sexta-feira (10), o projeto “A Ciência Gerando Arte e o Folclore das Lendas Capixabas – Um panorama artístico sobre as Lendas do Espírito Santo”, foi apresentado pelos os alunos de Sala de Recursos de Altas Habilidades/Superdotação, da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Irmã Maria Horta, Vitória, que utilizaram a técnica de acrílica sobre tela para retratar 11 lendas capixabas.

O grupo de estudantes participa do projeto de Artes Visuais na unidade de ensino, onde a exposição está montada. Inclusive, o projeto foi convidado para ser apresentado em uma videoconferência Internacional, em janeiro de 2022, a GIFT- Global Innovation Field Trip, que é o maior evento científico on-line do planeta e que conta com a participação de estudantes de oito a 18 anos, de mais de 30 países.

Para a realização do projeto, o professor Luiz Gustavo Gomes fez pesquisas com os alunos sobre as 11 lendas capixabas que foram retratadas, catalogadas e suas histórias registradas ao lado das obras. São elas: “Lenda do Painel da Virgem da Penha”, “Lenda da Mulher Pata”, “Lenda do Frade e a Freira”, “Lenda do Pássaro de Fogo”, “Lenda da Mãe do Ouro”, “Lenda do Pedro Cem”, “Lenda da Maraçapeba”, “Lenda do Pé do Diabo”, “Lenda da Mãe-Ba”, “Lenda da Ilha Escalvada” e “Lenda da Praia dos Padres”.

Os alunos fizeram pesquisas geográficas para identificar os locais e períodos aproximados dessas lendas para a execução do trabalho, que envolveu as disciplinas de História e Geografia. Eles tiveram liberdade de representar essas lendas, de acordo com suas preferências de estilo artístico, utilizando a técnica de acrílica sobre tela.

A escola incentivou a pesquisa sobre a ciência, que envolve os fatores químicos no processo de pigmentação resultante das misturas de tintas, incidência da luz e fatores externos sobre as pinturas como texturas, cores e sensações transmitidas ao expectador.

“Pelo fato de a maioria dos alunos só fazerem desenhos a lápis grafite, esse foi o primeiro contato com tintas, pincéis e telas, um momento de aprendizagem das técnicas de pintura, tipos de pinceladas, a quantidade a ser aplicada nas telas e como diluir a tinta de acordo com cada efeito de luz e sombra”, disse. O aluno Caio Batistuta Novaes Luna ficou tão empolgado que pintou três das 11 obras: “foi a primeira vez que pintei em acrílica sobre tela e produzi três obras. Estou muito feliz!”