‘Agosto Dourado’: projeto da PCES já atendeu mais de 40 famílias de policiais civis durante período de gestação e pós-parto

A perita oficial criminal Eliza Pagotto e sua filha Julia.

No Mês do Aleitamento Materno, a Polícia Civil tem muito a comemorar: mais de 40 famílias de policiais civis de todo o Espírito Santo já foram atendidas pelas ações do projeto “Meu Parto”.

Idealizado em 2015, por meio da equipe da Divisão de Promoção Social (DPS), o projeto oferece aos policiais civis e suas famílias um cuidado especializado durante o período da gestação, puerpério e amamentação, com acompanhamento psicológico individual para a gestante e sua família.

Segundo a atual coordenadora do “Meu Parto”, a psicóloga da Polícia Civil e consultora de amamentação, Thaís Cosmo, a chegada de um bebê traz importantes mudanças na dinâmica familiar. “Por isso, oferecemos apoio emocional para que esse momento seja vivenciado da melhor maneira possível. Um dos principais desafios do puerpério é a amamentação, daí a importância desse acompanhamento. É válido ressaltar também a necessidade de estar atento à forma como a mulher está elaborando suas vivências, visto que a maternidade é uma construção singular, e muitas vivenciam o blues puerperal. Dessa forma, iniciamos o acompanhamento durante a gestação, mas o atual foco do projeto é oferecer o apoio emocional no pós-parto e o acompanhamento em amamentação”, explicou.

Thaís Cosmo conta que os trabalhos são feitos a partir da necessidade de cada gestante. “O acompanhamento começa a partir da 12ª semana de gestação, com o acolhimento, período no qual ela buscará compreender as necessidades da gestante. Elaboramos um plano individual de atendimento. Para cada mamãe, o projeto vai buscar uma parceria para discutir e orientar sobre a necessidade identificada. Nosso trabalho busca seguir os pilares de escuta, acolhimento e orientação”, informou.

Em razão da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), a psicóloga afirma que os atendimentos estão sendo on-line. “Felizmente, nós temos a possibilidade de continuarmos o nosso trabalho neste momento tão complicado. Assim, com todas as restrições necessárias e para a proteção da nossa gestante, estou realizando o atendimento on-line e buscando orientar a cada uma com seus respectivos familiares e encaminhando para algum banco de leite, caso seja necessário”, disse.

Foi o caso da perita oficial criminal Eliza Pagotto, que foi acompanhada apenas na modalidade on-line e afirmou que o projeto a ajudou muito. “Tenho várias amigas que já haviam participado do projeto e todas o elogiaram. Quando começou a pandemia fiquei triste, porque achei que o projeto não iria funcionar. Mas, a Thais, por conta própria, entrou em contato comigo e informou que continuaria com os atendimentos on-line. Foi uma atitude maravilhosa que mostrou que realmente ela se preocupa com as gestantes”, disse a mamãe da pequena Julia, de quase dois meses.

Para Eliza Pagotto, o acompanhamento deu segurança, sobretudo em relação à amamentação. “Por estar sem o acompanhamento de uma doula, eu ficava muito insegura com tudo na gestação e no pós-parto. A Thais me ajudou a ficar mais segura, sobretudo quanto à amamentação. Ela me passou muitas informações de qualidade que fizeram muita diferença”, relatou.

Ela lembra que no final de abril e no mês de maio foram realizadas reuniões virtuais sobre amamentação com todas as gestantes e seus familiares. “Sempre que eu precisava, entrava em contato com ela por mensagem, principalmente após o parto, pois tive algumas dificuldades na amamentação. Na apojadura ela foi essencial para que eu não tivesse mastite. Ela me ensinou a massagear e ordenhar a mama pra que o bebê pudesse mamar melhor”, destacou.

O projeto também estimula a participação da família da gestante. “A Thais busca sempre incluir a família. Inclusive fez uma reunião on-line com a participação da família das gestantes. Fiquei muito satisfeita com todo o programa e muito feliz por ver que Polícia Civil mantém profissionais tão valiosos em sua estrutura. De fato, me senti cuidada pela PCES e recomendo o acompanhamento a todas as gestantes”, destacou a nova mamãe Eliza Pagotto.

A chefe da DPS, delegada Inês Loss, explica que o projeto é uma vertente do “Saúde do Trabalhador”, que visa à promoção da saúde dos policiais civis. “É uma iniciativa que vem trabalhando com muita dedicação junto às policiais civis e às esposas dos policiais civis, que precisam de acompanhamento no período de gestação. É uma forma de valorizar o policial civil e promover o fortalecimento dos vínculos familiares, ao oferecer um cuidado com a família nesses momentos tão especiais, que são a gestação e o puerpério. Caso ou a policial civil tenha interesse em participar do projeto, pode entrar em contato, diretamente, com a DPS e se inscrever.

Agosto Dourado”

Criado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com base na semana do aleitamento materno, que acontece de 1º a 07 agosto, a Lei  Federal nº 13.435, de 2017, oficializou o mês de agosto como o “Mês do Aleitamento Materno”.

A cor dourada foi escolhida em alusão à definição da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o leite materno: alimento padrão ouro para a saúde dos bebês.

Entre os benefícios da amamentação para a criança estão proteção contra leucemia; melhoria no desempenho nos testes de inteligência em crianças e adolescentes amamentados; redução da mal oclusão na dentição descídua; efeito positivo na qualidade da mastigação em pré-escolares; previne o sobrepeso, obesidade e diabetes tipo II.

Já para a mãe diminui a ansiedade e aumenta a segurança, principalmente para as mamães de primeira viagem; favorece o emagrecimento; previne a anemia; diminui o risco de ter câncer de mama, ovário e endométrio, assim como tem menor risco de diabetes tipo II e recorrência da enxaqueca no 1º mês pós-parto, se a amamentação for exclusiva.

Serviço: Divisão de Promoção Social (DPS)

Telefone: (27) 3137-9128

Apoio: (27) 3137-9021

Psicológico: (27) 3137-9022/ 3137-9023

 

Texto: Fernanda Pontes

 

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