Acusados de espionagem, diplomatas russos são expulsos pela Otan e Moscou fala em retaliação


Sputnik, com A OTAN decidiu expulsar oito diplomatas russos, reduzindo pela metade o tamanho da missão da Rússia na aliança em resposta a supostas “atividades malignas”, disse na quarta-feira (6) Deborah Haynes, editora de segurança e defesa da emissora Sky News.

A decisão relatada vem apenas um dia depois que Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, exortou a aliança a manter relações com a Rússia para evitar outra Guerra Fria ou uma nova corrida armamentista.

“Temos que falar com a Rússia porque não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos uma nova corrida armamentista, e a Rússia é nossa vizinha, então precisamos nos engajar com eles”, declarou o chefe da OTAN na terça-feira (5).

Enquanto sublinhou que a OTAN fez progressos significativos na adaptação ao que ele descreveu como uma Rússia mais “assertiva”, ele apontou que as relações com Moscou estão no nível mais baixo desde a Guerra Fria.

A Aliança Atlântica informou pouco depois que reduziria a missão diplomática da Rússia.

“Confirmamos que revogamos a acreditação de oito membros do pessoal da missão russa na OTAN que eram oficiais de inteligência russos não declarados. Também podemos confirmar que reduzimos para dez o número de credenciamentos disponíveis para a Federação da Rússia na OTAN”, referiu a fonte da aliança.

Diante dos acontecimentos, Leonid Slutsky, chefe da Comissão de Relações Exteriores da Duma (Câmara Baixa do Parlamento da Rússia), afirmou que as acusações são mentiras, alertou para o aumento das tensões políticas e declarou que Moscou pode responder com “medidas assimétricas”.