Acusada de quatro massacres, ex-presidente golpista da Bolívia pode ser condenada a 30 anos de prisão


“Em seu governo e sob suas ordens, 37 pessoas morreram em intervenções policiais e militares”, disse a defensora do povo da Bolívia, Nadia Cruz nesta segunda-feira (15), ao referir-se aos crimes cometidos pela ex-presidente golpista, Jeanine Añez, pelos quais ela poderá ser condenada a 30 anos de prisão.

No último sábado (13), Añez foi presa em Trinidad, departamento de Beni, centro-norte da Bolívia, acusada de “terrorismo, sedição e conspiração” no caso do golpe contra o Governo de Evo Morales em 2019.

Um dia depois, a juíza Regina Santa Cruz, da Nona Vara de Investigação Criminal de La Paz, ordenou a prisão preventiva por quatro meses para a ex-presidente de fato. A medida recaiu também sobre seus ex-ministros da Justiça, Álvaro Coímbra, e das Energías, Rodrigo Guzmán, e foi justificada pela existência do risco de fuga dos detidos.

O atual Ministro da Justiça da Bolívia, Iván Lima Magne, informou que a pasta que dirige pedirá “pena de 30 anos” contra Áñez pelos assassinatos ocorridos em Senkata, Sacaba, Montero e Zona Sul de La Paz durante sua gestão (novembro de 2019 a novembro de 2020).

“Aqui houve massacres sangrentos, aqui houve famílias que ficaram sem pai, mães que ficaram sem filhos”, enfatizou Lima, segundo a RT.

A ex-presidente golpista da Bolívia, Jeanine Añez

A ex-presidente golpista da Bolívia, Jeanine Añez (Foto: Facebook/Divulgação)

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