Aberta seleção para doutorado-sanduíche no exterior

Aberta seleção para doutorado-sanduíche no exterior

Itanna Fernandes conviveu com pessoas de vários lugares do mundo Foto: Capes

Está aberto o processo seletivo para o Programa Doutorado-Sanduíche no Exterior (PDSE) oferecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A seleção prevista no Edital nº 19/2020 permite que alunos matriculados em cursos de doutorado avaliados com nota quatro ou maior na última quadrienal, que comprovem fluência na língua estrangeira da instituição de destino, façam parte da formação no exterior.

Heloísa Hollnagel, diretora de Relações Internacionais da Capes, explicou que a habilidade no idioma de destino é exigida para que o aluno consiga interagir num laboratório internacional, melhorando a experiência: “Eu recomendo a todos que têm intenção de fazer mobilidade que invistam no aprimoramento de um segundo idioma para facilitar a sua formação e ampliar a produção científica brasileira em coautoria”.

O edital oferece até 1.400 bolsas aos doutorandos, que deverão voltar ao Brasil para defender a tese após a vigência do benefício, que terá duração entre quatro e seis meses.

As instituições têm até o dia 12 de março do próximo ano para fazerem a seleção interna dos candidatos e divulgarem os resultados. A inscrição no sistema da Capes será feita de 15 de março a 1º de abril.

Após homologação, emissão das cartas de concessão e todos os trâmites necessários para a implementação das bolsas, as atividades no exterior poderão ser iniciadas entre julho e setembro de 2021.

Experiência

Em 2014, durante o doutorado em Entomologia no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), Itanna Fernandes desenvolveu parte dos estudos como bolsista PDSE no Smithsonian Institution, em Washington (EUA). Ela contou que para entender como um grupo de formigas, distribuído mundialmente, evoluiu e se diversificou pelo planeta, precisava de um grande laboratório que desse apoio financeiro e logístico à pesquisa.

No local onde desenvolveu o estudo, Itanna conviveu com pessoas de vários lugares do mundo. Além da parte analítica, quando trabalhou na bancada para extrair DNA das formigas e analisá-las, ela pode observar vários sotaques falados ao mesmo tempo, dentro do ambiente: “foi uma experiência cultural e profissional grandiosa”.

Com informações da Capes

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