A luta dos profissionais da linha de frente contra a COVID-19 em Vila Pavão

Conforme os especialistas, o Brasil enfrenta os piores momentos da pandemia do novo coronavírus. Desde que os primeiros casos suspeitos de contágio foram registrados, isso, há mais de um ano, os profissionais da saúde se destacam por seu papel fundamental no enfrentamento do vírus e na assistência às milhares de pessoas que foram acometidas pela Covid-19.

Verdadeiros heróis, que arriscam suas vidas diariamente. Diante de tantas mudanças e incertezas nesse difícil cenário, eles se adequam a horários, demanda de pacientes, visando sempre oferecer o melhor atendimento.

Os trabalhadores e profissionais da saúde têm mantido suas atividades, enquanto a maioria dos demais serviços pararam. São eles que acolhem, atendem, muitas vezes recebem críticas – e prestam assistência aos pacientes. De suspeitos a confirmados, todos aqueles que precisam são assistidos.

Em Vila Pavão, os pacientes com síndrome gripal, cujos sintomas se assemelham aos da covid-19, são atendidos na Unidade de Saúde do bairro Nova Munique, que presta os primeiros atendimentos, como: acolhimento pela recepção, triagem dos sinais vitais pelos técnicos de enfermagem, notificações (alimentação do sistema), coleta de exames (teste rápido RT-PCR e SWAB), consulta médica, medicação, observação, oxigenoterapia e, se for o caso, transferência para hospital de referência solicitada por um profissional médico.

A coordenadora da Unidade de Saúde, Juliana Bichi Wutke, observa que há um aumento dos casos leves que têm se agravado, o que gera pressão sobre os profissionais, pois sabem que estão ali para atender da melhor forma possível, mas, por outro lado, há a insegurança ao entrar em seus lares e desfrutar momentos com os familiares. “Isso gera uma exaustão física e mental muito grande e, mesmo assim, oferecemos toda dedicação ao trabalho, que, muitas vezes, infelizmente, isso não é valorizada pela sociedade, que não cumpre o seu papel de respeitar as medidas sanitárias e o isolamento social”, disse a coordenadora.

Segundo Juliana, o aumento no número de casos impõe a necessidade de contratação mais de serviços médicos, porém, tais serviços estão escassos na região. “Isso é outro motivo de desgaste, tanto para pacientes, como para os profissionais da saúde”, finalizou.

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