Agência dos Correios de Água Doce do Norte está entre as mais de 40 invadidas por bandidos em 2019 no ES

PM impede assalto à agência dos Correios de Água Doce do Norte

As agências dos Correios têm sido alvo recorrente de assaltos no Espírito Santo. Esse ano, pelo menos 42 agências foram assaltadas no estado, segundo a Polícia Federal (PF).

Em uma semana, cinco lojas foram invadidas por criminosos em Mimoso do Sul, Água Doce do Norte, Anchieta, Rio Novo do Sul e Vila Velha. Três crimes ocorreram em um mesmo dia.

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O delegado Lorenzo Fontes, da Polícia Federal, afirma que os assaltos refletem a fragilidade da segurança dessas agências.

“A gente observa esse crescimento desde 2017 e atribuímos principalmente a fragilidade do aparato de segurança dos Correios. A lei não exige deles, eles funcionam como correspondentes bancários. A lei não exige, por exemplo, que os Correios tenha um vigilante, que tenha uma porta giratória e lá funciona como uma lotérica e tem dinheiro depositado e não tem essa exigência legal“, pontuou o delegado.

Lorenzo Fontes destaca ainda que muitos crimes deixam de ser solucionados devido a qualidade ruim das câmeras de videomonitoramento das agências, o que impede que suspeitos sejam identificados.

“Na maioria das vezes as câmeras não têm qualidade suficiente para conseguirmos identificar essas pessoas. Os Correios relatam uma dificuldade orçamentária e de normativo para não atender as orientações da polícia“, disse.

Desde o começo desses assaltos foram presos e identificados mais de 80 criminosos. Eles aprendem e vão passando isso para pessoas que estão dentro dos próprios grupos. Eles vão ensinando as estratégias para outros e cometendo assaltos. Alguns criminosos, por exemplo, ficam presos um ano e depois são soltos para responder em liberdade. Depois que saem eles voltam a assaltar agências. Um deles, inclusive, já foi preso e agora continua assaltando agências. Ele está foragido“, concluiu.

Correios

Em nota, os Correios informaram que investiram mais de R$ 5 milhões no período de 2017 a 2019 em segurança, com contratação de vigilantes e alarmes. Uma parceria também foi reforçada com os órgãos de segurança pública, o que possibilitou a redução de 35% dos crimes praticados contra as agências neste período.