Saudosas memórias de São Chico

Autor: Luciano Guimarães de Freitas.

Foi em certa noite de luar,
Que segui por caminhos diversos…
Levando muitas lágrimas no olhar,
E a saudade por ti, traduzida em versos.

Desde aquele passado momento,
Foi até aqui, longa jornada…
Trago a sua presença nos meus pensamentos,
Inspirando-me a belos sonetos e serenatas.

Por alguns caminhos na vida, me perdi,
Porém, jamais esqueci
Das cirandas e brincadeiras que por suas ruas, eu vivi…
E o quanto no teu colo, eu fui feliz.

Já se foram tantos dias e anos no tempo,
Que no presente, há momentos que fico angustiado…
São recordações, memórias, pensamentos,
Que me recordam lembranças do tempo passado.

Hoje, a face é de homem com tímido brilho no olhar
Quando olho ao horizonte e imensidão do mar,
Confesso não haver nada maior quanto à vontade voltar…
Pisar no teu solo, e sentir o calor de meu eterno lar.

Há algumas noites de solidão…
Quando sinto tanta falta dos seus carinhos,
E das carícias de meus passos em teu chão,
É dolorida a ausência de me aventurar por teus caminhos.

Ao recordar as aventuras pelos campos da sentinela capixaba
São tão fascinantes as memórias de meu tempo criança,
Forte apelo na vontade de voltar para a cidade amada…
Que de contínuo, sempre me amanhece a cada dia – esta esperança.

E quando tal dia chegar…
Quero sentar-me na Praça Atílio Vivácqua
E aos bons tempos relembrar,
De quando ainda pequenino
Em teu parquinho ia brincar.

Quero também rever os velhos amigos
E muita história contar,
Quantos embalos de sábado à noite?
Quero a todos cumprimentar.

Sempre lembro do João Bastos
E do Pitágoras, aonde cursei o ensino fundamental.
Mas nunca me esqueço
Do João XXIII, o Colégio Estadual.

Sentinela capixaba
Minha querida cidade!
Sigo nesta vida uma estrada
Repleta de saudade.

Barra de São Francisco
Um dia me terás de regresso
E sei que em ti
Encontrarei grande progresso.

Há de haver, quando menos esperar
Ouvirás os meus passos!
Serei como um filho pródigo a retornar,
Para repousar no afago de teus braços.

Quando entrar na cidade, chegando ao Rio Itaúnas,
Quero abraçar a Paineira Rosa
Que a ti sempre fez
Ser mais formosa.

Ela que à beira do caminho
Sem algum espinho
Sempre nos recebeu
Com enorme carinho.

Meu olhar
É de emoção e pranto
Um dia hei de voltar
Para a cidade que amo tanto!

Tenho grandes momentos para recordar;
Se no presente, de saudade chego a chorar…
E nos meus poemas, vivo sempre a te declamar.
É porque, quer seja aonde agora estou. E em qualquer lugar

Sou um apaixonado Francisquense!
Que a ti, Barra de São Francisco:
Para sempre hei de amar!

“Manifesto com dedicado carinho o meu amor e as mais doces lembranças do tempo de minha infância e adolescência que vivi na amada cidade, Barra de São Francisco, nossa querida São Chico. Memoráveis e inesquecíveis recordações guardadas por minha apaixonada saudade”. (Luciano Guimarães de Freitas)

Sobre o autor

O poeta é filho da pedagoga Vera Lúcia M. Guimarães, educadora nos primeiros anos da Escola Erasmo Braga, e uma das coordenações de implementação e criação do Parque Ecológico Natural Municipal Sombra da Tarde. E filho do ex-vereador por Água Doce do Norte, José Vitorino de Freitas.

Luciano viveu por toda infância e adolescência em Barra de São Francisco, cidade natal de sua família materna. Atualmente, reside em Vitória. E possui diversa atuação como produtor cultural e cineclubista.