Vereadora Rosinha Guerreira volta a ser afastada das funções na Câmara de Linhares

A vereadora Rosinha Guerreira (PSDC) voltou a ser afastada das funções exercidas na Câmara Municipal de Linhares, no Norte do Espírito Santo. Rosinha já havia tido o diploma retido pela Justiça em março de 2018, mas conseguiu efeito suspensório. Nesta quarta-feira (8), contudo, o desembargador Jorge Henrique Valle, do Tribunal de Justiça (TJES), determinou o novo afastamento.

A parlamentar chegou a ser presa após ter confessado a prática de ‘rachid’, que é quando há exigência de parte do salário de um servidor público em troca da manutenção do cargo.

A defesa de Rosinha foi avisada da decisão do novo afastamento da parlamentar e conseguiu revertê-la no TJES, mas, depois, não cumpriu com as determinações exigidas pelo procurador Jorge Henrique Valle para a juntada da decisão ao processo original. A atitude fez o procurador confirmar o afastamento por tempo indeterminado.

Vreadora Rosinha foi presa na operação 'Salário Amigo' — Foto: Raphael Verly/TV Gazeta
Vreadora Rosinha foi presa na operação ‘Salário Amigo’ — Foto: Raphael Verly/TV Gazeta

A Justiça determinou ainda que 30% dos salários da vereadora seja descontado como garantia de um possível ressarcimento aos cofres públicos. Mesmo afastada do cargo, Rosinha continuará recebendo um valor de cerca de R$ 4.350 por mês.

Procurada, a Câmara de Vereadores de Linhares declarou que vai tomar medidas para que a decisão seja cumprida à rigor. A suplente Pâmela Gonçalves Maia (PSDC) foi empossada em cumprimento à decisão judicial.

Relembre o caso

Rosinha foi presa na operação “Salário Amigo”, no dia 26 de fevereiro de 2018. A vereadora chegou a ser levada para o presídio de Colatina e confessou o crime, dizendo que usava o dinheiro para comprar remédios e cestas básicas para eleitores.

Os bens dela foram bloqueados. Depois, acabou solta e durante todo o tempo de afastamento, ela continuou recebendo salário.