Lelo Coimbra comandará pasta do Bolsa Família no governo Bolsonaro

O futuro ministro da Cidadania, Osmar Terra (MDB-RS), confirmou nesta quinta-feira (20) que o deputado federal Lelo Coimbra (MDB) assumirá cargo no governo Jair Bolsonaro (PSL), como já sinalizavam especulações do mercado político divulgadas na imprensa nacional. Lelo foi anunciado como secretário de Desenvolvimento Social da pasta comandada pelo correligionário.

Além do deputado, Osmar Terra anunciou os outros dois integrantes do Ministério, o general Marco Aurélio Vieira, que ocupará a Secretaria Especial de Esportes, e José Henrique Medeiros Pires, a Secretaria Especial de Cultura.

Com a confirmação, feita pelas redes sociais, agora são dois integrantes do MDB, do presidente Michel Temer, a integrar a gestão de Bolsonaro. Lelo é o líder da Maioria na Câmara dos Deputados e Osmar Terra, também deputado federal, foi ministro de Desenvolvimento Social do atual governo.

O Ministério da Cidadania foi reformulado e reunirá as pastas de Desenvolvimento Social, Esportes e Cultura do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Entre os programas de responsabilidade da pasta estão o Bolsa Família, as políticas de combate à miséria, e ações de tratamento de dependentes químicos, da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad), vinculada atualmente ao Ministério da Justiça.

Osmar Terra foi anunciado para o cargo no final de novembro, oficializando pela primeira vez a frustração do senador Magno Malta (PR) em assumir um cargo no primeiro escalão do governo do aliado. Rejeitado pela sociedade e dentro da própria equipe de Bolsonaro, ele havia sido cotado para a Cidadania e Direitos Humanos, que acabou nas mãos de sua assessora parlamentar, a pastora Damares Alves.

Osmar é ligado há anos a Lelo, que preside o MDB no Estado, e já morou no Espírito Santo. Com o cargo, ele garante acomodação política ao aliado, que saiu derrotado das eleições deste ano. Um dos poucos candidatos do partido a receber apoio do governador Paulo Hartung (até então ainda filiado ao MDB) e com caixa de campanha de R$ 1,5 milhão disponibilizado pela Nacional, Lelo obteve 52,3 mil votos, mas não conseguiu garantir sua permanência na Câmara, devido às regras do sistema proporcional.