Aumenta epidemia de dengue no Espírito Santo, em relação a 2017

 

Dados epidemiológicos de janeiro a outubro de 2018 apontam que alguns estados apresentam aumento de casos para dengue, zika e chicungunya em comparação com o mesmo período de 2017. No Espírito Santo, até 27 de outubro, houve aumento de casos de dengue de 31%, passando de 6.217 casos em 2017 para 8.152 no mesmo período de 2018.

Neste ano, a incidência da dengue é de 203,0 casos para 100 mil habitantes. Para zika, houve redução de 32%, passando de 328 casos em 2017 para 221 em 2018, com incidência de 5,5 casos para 100 mil habitantes. Já em relação à chikungunya, houve redução de 17%, passando de 778 casos em 2017 para 642 neste ano, com incidência de 16 casos para 100 mil habitantes. Para reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti, o Ministério da Saúde lançou a campanha publicitária que objetiva mobilizar toda a população sobre a importância de intensificar às ações de prevenção contra o mosquito, que transmite dengue, zika e chikungunya.

Campanha 

Com o slogan “O perigo é para todos. O combate também. Faça sua parte”, a campanha ressalta que a união de todos, governo e população, é a melhor forma de derrotar o mosquito, e que a vigilância deve ser constante. Os meses de novembro a maio são considerados o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, porque o calor e as chuvas são condições ideais para a proliferação do mosquito.

“É o momento em que todos – União, estado e municípios, e a população em geral – devem ter maior atenção e intensificar os esforços para não deixar a larva do mosquito nascer. No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias”, explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins.

De acordo com o coordenador, os agentes de endemias utilizam três técnicas simples, que levam cerca de 10 minutos, para vistoriar casas, apartamentos e espaços abertos. “Os agentes de endemias estão nas ruas vistoriando todos os espaços em todo o país. Contudo, a população pode se empoderar também dessas técnicas e se antecipar à visita dos agentes. Durante os meses que antecedem o verão e ao longo de 2019, o Ministério da Saúde vai fazer o alerta contra o mosquito e ensinar, por meio de vídeos tutoriais, entre outros meios, como são essas técnicas. Além dos 60 mil agentes de endemia, a pasta quer contar com os mais de 200 milhões de brasileiros para serem multiplicadores dessas ações”, destaca o coordenador Divino Martins.

Dados epidemiológicos 

Foto: Reprodução

Dengue – Até 27 de outubro, foram notificados 220.921 casos de dengue em todo o país, uma pequena redução em relação ao mesmo período de 2017 (223.171). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 106,4 casos para 100 mil habitantes. Com relação ao número de óbitos, a queda é de 22,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 167 mortes em 2017 para 130 neste ano. As informações completas estão no Boletim Epidemiológico – Semana 43.

No total, 12 estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destacam-se Goiás, Rio Grande do Norte e Acre, que registram as maiores incidências, com 1.025 casos para 100 mil habitantes em Goiás; 624,4 casos para 100 mil habitantes no Rio Grande do Norte e 420,8 casos/100 mil habitantes no Acre.

Chikungunya – Até 27 de outubro, foram registrados 80.940 casos de febre chikungunya, o que representa uma taxa de incidência de 39,0 casos para 100 mil habitantes. A redução é de 55,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 182.587 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2017 foi de 87,9 casos/100 mil/hab. Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 34 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 189 mortes confirmadas.

No total, sete estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destacam-se Mato Grosso e Rio de Janeiro, que registram as maiores incidências, com 394,5 para 100 mil habitantes no MS e 210,8 casos para 100 mil habitantes no RJ.

Zika – Foram registrados 7.544 casos prováveis de zika em todo país, até 27 de outubro, uma redução de 54,6% em relação a 2017 (176.616). A taxa de incidência passou de 8,0 em 2017 para 3,6 neste ano.

No total, sete estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destaca-se o Rio Grande do Norte, com 14,9 casos para 100 mil habitantes.