Vila Pavão pode sofrer racionamento de água nos próximos dias

Por Cléber Sabino

A  situação da falta de água em Vila Pavão não mudou muito do ano passado para cá. Em 2015 o município enfrentou sérias dificuldades. Esse ano, ao que tudo indica,  não vai ser diferente.

O volume considerável de chuvas que caíram em janeiro,  em média 220 mm,  não foram suficientes para resolver o problema da seca no município, mesmo porque, em fevereiro, caíram apenas 34 mm de chuva. Foram cerca de 27 dias de sol forte.

As chuvas dos últimos meses deram apenas uma sobrevida aos reservatórios. Não foram suficientes para repor as águas das nascentes, córregos e  rios,   que sentem os efeitos da estiagem prolongada dos anos 2014 e 2015.

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A situação no município é critica. O principal ponto de captação de água da Cesan, localizado no Córrego do Socorro, quase não está vertendo mais água. Segundo os responsáveis pela gestão da água no município,  se não chover nos próximos dias para melhorar o quadro, a sede da cidade voltará  a ter a água potável racionada em breve.

O quadro é preocupante porque, se não chover logo e bastante,  o racionamento poderá começar ainda neste mês, bem antes do ano passado, quando a água nas torneiras das casas da sede do município começou a faltar no mês de outubro.

SiteBarra+Barra+de+Sao+Francisco+Nova-Imagem-1 (3)0Poços Artesianos

Uma alternativa no combate à falta de água no município tem sido a construção de poços artesianos. Na comunidade de Fazenda Veloso, no interior,  onde no ano passado todas as fontes de água secaram, prejudicando o funcionamento da escola da comunidade com mais de 100 alunos, a perfuração de um poço artesiano pela Prefeitura Municipal, com  cerca de 120 metros de profundidade, foi a solução para  o problema.

Já falta água em Praça Rica

A situação é mais grave no distrito de Praça Rica.  O córrego de mesmo nome que abastece a localidade com aproximadamente 108 famílias, já não corre mais e a população está sendo abastecida por caminhões pipas da Prefeitura Municipal.

Segundo o coordenador da Defesa Civil local, Weverton Gueis Rodrigues, além da água quase não correr mais, o pouco que resta está imprópria para o consumo, ficou  comprometida com a grande quantidade de ferro que se estabeleceu nela, não permitindo o seu tratamento.

De acordo com  Weverton , a  demanda de água em Praça Rica gira em torno de 40 mil litros dia. “A solução no momento  para o problema da falta de água potável no distrito é também a construção de um poço artesiano, o que deverá ser feito em breve.  Isso poderá garantir água tratada para as escolas, posto de saúde, comércio e comunidade como um todo. No entanto,  a população deve se conscientizar cada vez mais e não desperdiçar  água lavando, calçadas, automóveis entre outros”, alerta.

Quanto ao uso da água na irrigação das lavouras, prática que tem causado grande polêmica em todo o município, o coordenador  da Defesa Civil, apela para o bom senso dos agricultores, lembrando que a utilização dos recursos hídricos é por lei, garantida primeiramente ao consumo humano e animal, só depois disso,  deve ser destinado à irrigação de lavouras, pastagens e outros.

“Essa questão é muito abrangente. A  conscientização é a melhor prevenção, mas isso, não pode ficar apenas a cargo do município,  exige a presença de outros órgãos que são o IEMA, AGER e IDAF  para ajudar no processo de conscientização, monitoramento e fiscalização”, ponderou.

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