Justiça coloca Juvenal, Carlim da dengue e Cia. em seus devidos lugares

Artigo enviado por email por Evaldo Siqueira

Depois que assumiu a presidência da câmara de Barra de São Francisco, o vereador Juvenal Calixto Filho (PPS), vem sofrendo constantes derrotas dentro da casa de leis. Juvenal chegou a dizer que enquanto ele fosse presidente, ele é o regimento, desvalorizando o regimento interno da câmara, que é o documento principal da casa.

Depois de “armarem” para o vereador Admilson Brum (PP), Juvenal, Carlim da dengue – que foi o autor da denúncia infundada – e os outros vereadores que queriam afastar Admilson da câmara, literalmente “quebraram a cara”. A justiça decidiu que Admilson deve voltar para a câmara e continuar exercendo seu papel de vereador. Votaram para afastar Admilson os vereadores: Zé Valdeci, Valézio Armani, Lula Cozer, Paulinho do Hospital e Antônio Moraes, além, é claro, do presidente, Juvenal Calixto Filho.

Juvenal já foi até vaiado por populares na câmara, no momento em que tentou impedir Admilson de falar. Veja aqui

Não que Admilson seja exatamente o modelo ideal de vereador, afinal de contas, ainda está sob as asas do prefeito Luciano Pereira (DEM), o que pra ele é um peso, afinal de contas Luciano não vive um bom momento à frente a prefeitura, além de responder diversos processos, como este aqui. Sem falar que vereador é eleito para fiscalizar o executivo, como há fiscalização onde os dois comem no mesmo prato? Difícil!

A questão é que os motivos que levam os vereador a querer afastar Admilson é preocupante, principalmente para a população francisquense, que, na maioria das vezes, não acompanha o que está acontecendo na casa de leis. Sem decisões muito importantes e com vereadores que pouco trabalham em prol da população, a câmara fica esquecida da maioria em Barra de São Francisco.

Admilson começou a sofrer perseguições desde a primeira vez que entrou na câmara, quando assumiu a vaga de Tiãozinho da Colina. Nos poucos dias que ficou na câmara, Admilson denunciou um suposto esquema de diárias, onde vereadores estariam recebendo valores absurdos, com aval do presidente da casa. Rapidamente os vereadores se reuniram e Tiãozinho voltou para a câmara, já que Admilson era suplente.

Em uma manobra do prefeito, Admilson voltou para a Câmara, agora no lugar do vereador Emerson Lima (PP), que se afastou para assumir uma secretaria municipal. Agora, com mais chance de mostrar serviço, Admilson voltou com as denúncias do suposto esquema de diárias, reuniu documentos, buscou apoio no Ministério Público e partiu para o ataque. O problema é que o ataque de Admilson atingiu em cheio até quem ele não esperava. A situação dele ficou crítica, afinal de contas, ele faz parte da minoria que quer as coisas andando corretamente na casa. A “armação” para pedir a cabeça do vereador começou logo, com vereador ameaçando-o até de cassação de mandato. “Isso é que dá querer fazer a coisa certa”, teria comentado Admilson.

Após embates na câmara, Admilson colocou o regimento debaixo do braço e resolveu “apertar”os vereadores para que cumprissem o que ali está escrito. Novamente, o principal alvo são as diárias, onde vereadores recebem valores que podem ultrapassar o salário que eles ganham pra fazer quase nada, cerca de R$ 6 mil por mês.

Na última,  Admilson deixou de pegar seu cheque, no valor de R$ 1600,00 , de uma diária para ir à Brasília em uma marcha de prefeitos. Outros vereadores até receberam a diária, mesmo com muitas despesas sendo pagas pelo prefeito. A diária sobrou para quem economizou nos gastos, mas o francisquense ainda não engoliu. Foram os vereadores Mulinha, Jessuí da Cesan e Tiãozinho da Colina.

De acordo com Admilson Brum, para que um vereador receba diária, deve haver uma votação em plenário, informando para onde o vereador vai e quanto irá receber. Somente depois de lido e aprovado em plenário é que o vereador pode receber a diária. “Está no regimento, deve ser cumprido. Nunca leram e nunca aprovaram nenhuma diária, recebem e pagam do jeito que bem entendem, não tem transparência, por isso não aceitei receber essa diária.”, disse Admilson na ocasião.

Enquanto isso, o dinheiro público vai desaparecendo, aos poucos, sem que a população tenha ideia para onde está indo. Como não há fiscalização, por enquanto, eles fazem o que bem entendem, quando querem e como querem.

É aguardar agora a próxima sessão ordinária, que acontece na segunda-feira, com a volta de Admilson. Já tem vereador pensando em viajar nesse dia para não ouvir algumas verdades que Admilson promete falar e, é lógico, garantir mais uma diária.

Artigo enviado por email por Evaldo Siqueira

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