Seca obriga Itaguaçu a decretar racionamento de água

564Além da restrição no abastecimento das casas no centro e distritos, limite de captação de na irrigação de lavouras, está proibido lavar carros, calçadas, muros e até molhar ruas evitar a poeira das obras de reconstrução da cidade. O decreto de emergência baixado no último dia 14 para enfrentar a pior crise da água da história de Itaguaçu prevê multas que vai de R$ 571,68 a R$ 84.916,00 para quem furar o rodízio e captar água dos rios, córregos e reservatórios.

Seis pessoas morreram duas mil ficaram desabrigados no final do ano passado, calçamentos foram destruídos e pontes foram arrastadas pela enxurrada do Rio Santa Joana que margeia a cidade, agora os itaguaçuenses estão ameaçados de ficar sem água nas torneiras.

O prefeito de Itaguaçu Darly Dettman diz que as medidas foram tomadas com objetivo de impedir a falta d’ água para o consumo humano e a recuperação dos rios e ribeirões, esgotados pela estiagem provocada por 49 dias contados sem chuvas na região. Pelas normas, o fornecimento diário é interrompido a noite, de 18h as 6h.

A cidade ainda se recupera do temporal que devastou Itaguaçu em dezembro do ano passado, agora os 14,5 mil moradores do pequeno município do noroeste do Espírito Santo sofrem o racionamento oficial de água.

A irrigação das lavouras deve ser alternada. Dia pares é proibido ligar as bombas. Dia impar a irrigação está liberada. O racionamento vale enquanto permanecer a carência de água. As violações podem ser comunicadas a Polícia Militar.

“A situação é crítica. A ordem é evitar o desperdício. O rio Santa Joana e afluentes não suportam a brutal retirada de água pelas bombas de irrigação. As regras foram estipuladas em acordo com o Ministério Público e a sociedade organizada visando enfrentar a seca. Em certas horas do dia, o Santa Joana virou um filete de água”, disse Darly.

Mais de oito mil pessoas que vivem na sede do município e distritos são afetadas diretamente pelo corte de fornecimento de água pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae).

“Se não chover logo vai falta água mesmo”, revela a cabeleireira Iracelma Binow, 59 anos. Ela diz que alguns moradores se unem para fazer promessas em procissão com garrafas de água ao Morro do Cruzeiro para trazer chuva.

Por: Nilo Tardin