Falta de chuva pode prejudicar carnaval capixaba

Cidades com mais problemas devem ser alvo de campanhas

Se o cenário de ausência de chuva no Estado não mudar nas próximas semanas, a falta de água pode vir a comprometer o carnaval. A preocupação é principalmente com a cidade de Guarapari, que já enfrenta problemas graves desde a virada do ano, como explicou a diretora-presidente da Cesan, Denise Cadete.

 

Foto: Cleferson Comarela – GZ

Principal balneário capixaba, Guarapari já enfrenta problemas de abastecimento desde a virada do ano em alguns bairros como Praia do Morro e Muquiçaba

“Se não chover e os níveis dos rios baixarem ainda mais, vamos ter que entrar com campanhas mais fortes nas cidades que apresentarem problemas. A ajuda da população, economizando água, é fundamental”, assinala Denise.

Atualmente, segundo a diretora, mesmo com o nível dos rios baixos, com redução de 70% em suas vazões, a empresa está conseguindo manter o abastecimento das cidades. Tecnicamente, explica ela, não há problemas, o que falta é a matéria-prima, a água: “É muito triste termos capacidade para tratar 700 mil litros de água/segundo mas não podermos fazê-lo por falta do básico, a água”.

Reuniões

Guarapari, segundo a diretora, apresenta hoje o mesmo quadro da virada do ano, com problemas principalmente em alguns bairros, como Praia do Morro e Muquiçaba. Para tentar solucionar o problema, além de abastecimento até com carro pipa, a empresa tem se reunido com comerciantes, setor hoteleiro, associações de moradores, dentre outros setores em busca de ajuda para economizar água.

Foto: Edson Chagas – GZDias de penúria com falta de águaMoradora da Praia do Morro, em Guarapari, sofre sem água

Ela adiantou que ainda esta semana será realizada uma reunião com várias áreas do governo – Cesan, Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Iema, secretarias de Meio Ambiente, Governo, Comunicação, dentre outras – para definir as ações e medidas que podem ser adotadas.

“Cada um vai apresentar suas informações e decidiremos, em conjunto, o que fazer para evitar que o problema se agrave ou, se a situação não mudar, como agir para atender a população”, relatou a diretora da Cesan.

A diretora prefere ainda não falar em rodízio, racionamento de água ou qualquer outra medida mais severa. Garante que nada disso foi adotado ainda pela empresa, nem mesmo quando precisou reforçar o abastecimento em Guarapari.

Fonte A Gazeta