A vitória não chegou, mas a seleção melhora

Boas notícias vindas do oficialmente reaberto Maracanã, novamente entregue ao torcedor brasileiro após sua nababesca reforma de R$ 1,2 bilhão (sendo que o previsto inicialmente era um gasto de R$ 800 milhões). O estádio ficou bonito e parece que vai se acertar até a Copa das Confederações. Assim como a seleção brasileira. Achei boa atuação do Brasil no 2 a 2 com a Inglaterra, neste domingo.fred_gol_maraca

O primeiro tempo do Brasil mostrou que Felipão começa a achar um rumo. O time mostrou um ótimo volume de jogo, com muita movimentação da linha de três meias (Oscar pela direita, Neymar pelo meio e Hulk pela esquerda), pressionando a saída de bola do adversário e tendo os volantes Luiz Gustavo e Paulinho com um bom posicionamento. Felipe Luís foi bem na lateral-esquerda, subindo na boa e controlando o perigoso Walcott. O time conseguiu fazer algo que há muito não fazia, criar jogadas. E contra um time totalmente fechado. A materialização disso: o goleiro Hart foi melhor em campo na primeira etapa. Em números, 65% de posse de bola e 23 finalizações.

No segundo tempo, Felipão fez testes importantes. Deu ritmo a Marcelo, colocou Hernanes no time e deu uma chance real a Lucas no lugar de Oscar. E começou a oscilação. Hulk brigou pela bola, Hernanes se projetou e saiu o gol de Fred. As mudanças deram um espaço grande à frente da área e a Inglaterra usou isso para virar o jogo. Só depois que Fernando entrou e Hernanes e Paulinho acertaram suas funções, o Brasil voltou a se posicionar melhor. Hernanes armando de trás e o jogador do Corinthians se projetando como sempre faz. Assim saiu o gol de empate, após cruzamento de Lucas. Na frente, a formação da etapa final também piorou o time, já que a criação diminuiu.

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Mas como Felipão falou depois do jogo, o Brasil não está pronto, falta muita coisa. Ele e o grupo têm muito a trabalhar. E o treinador disse que não vai pedir paciência ao torcedor, vai arregaçar as mangas. Eu digo que seria bom o torcedor ter um pouco de paciência sim. Pois o rumo parece ter sido achado. E a Copa das Confederações é uma escala e não o destino.

– Contraste: chama a minha atenção como o brasileiro, torcedor e a mídia, dá um crédito gigante ao Daniel Alves e persegue o Hulk. O lateral, que fez uma péssima temporada no Barcelona, fez outro jogo fraquíssimo. Ninguém fala nada. Hulk participou bem do jogo, acertando mais do que errando, brigando pela bola e ajudando na marcação, e foi injustamente vaiado. Nos dois casos, é pessoal e não depende do que estão jogando…