A farra das indicações…Onde a incompetência é um mero detalhe

Cabide de empregosHá poucos dias em Barra de São Francisco, o vereador Paulinho do Hospital apresentou um projeto que visava a regulamentação de contratações de cargo público . O texto ditava que as mesmas fossem feitas através de processo seletivo. Pois bem, a maioria dos vereadores votaram contra, argumentando que a prefeitura realizará em breve um concurso público.

No meio político sempre houve as indicações  e os tais cargos comissionados, e é certo que isso não vai ter fim tão cedo. Mas bem que poderia ser feito de uma forma mas organizada e mais respeitosa,vemos, e não se pode negar, que a falta de competência ronda muitos desses indicados.

Sabe – se que durante as eleições sempre há trocas de favores, há  quem trabalhe “de graça” na campanha com base na promessa de receber um alto cargo com salário equivalente. Sem contar os eleitores que dão seus votos e de suas famílias por conta de uma possibilidade de ter um emprego em um órgão público.

A ideia do vereador francisquense é vista como ilusória. Mas será mesmo ilusório querer que a população seja atendida por pessoas competentes? Não que todos os indicados sejam incompetentes, sejamos justos alguns sabem mesmo como trabalhar, ou são no mínimo, esforçados. Não que isso baste, mas já  é um começo.

O que dizer então daqueles que caem de paraquedas em cargo de grande importância para a gestão do município. Muitos sem conhecimento, sem pulso e sem o que chamamos de desembaraço. O que é irônico é que esses parecem ser escolhidos a dedo, e as vezes, o que conseguem fazer é apenas dinamizar os problemas dos setores que “administram”.

Se a intenção do poder executivo e legislativo do município é governar com excelência, deveriam então garimpar melhor entre seus aliados para que toda a “máquina” funcione bem para atender a população.

O povo também deveria abrir o olho, não tem como empregar a todos que dizem que vão empregar. Tem que ser mais “pé no chão” e batalhar de outras formas o seu lugar ao sol.

Convenhamos  que se a intenção fosse empregar os mais capacitados, não haveria problema algum em deixar que os escolhidos participassem de um processo seletivo. Não é mesmo!?