Mulheres chefiam mais de 30% dos domicílios no ES, aponta IBGE

Segundo novos dados do Censo Demográfico de 2010, divulgados nesta quarta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Espírito Santo, as mulheres chefiavam mais de um terço dos domicílios (35,9%). Na zona urbana, 39,1% dos domicílios eram chefiados por mulheres, enquanto que na zona rural apenas 18,4% dos domicílios tinham mulheres como responsáveis. Nesses dez anos, houve um aumento de famílias tendo a mulher como responsável (de 24,8% para 34,1%), contra a redução de aproximadamente 75,2% para 65,9% no caso de homem responsável.

Segundo o IBGE, mais da metade (57,6%) das pessoas reconhecidas como responsáveis pela família tinham entre 30 e 54 anos. Na distribuição por cor ou raça, 45,8% se declararam pardos, 43,4% brancos e 9,9% pretos.

A proporção de casais sem filhos aumentou entre 2000 e 2012, passando de aproximadamente 13,7% para 21,6% do total. Segundo o IBGE, esse resultado é fruto de “mudanças na estrutura da família, maior participação da mulher no mercado de trabalho, baixas taxas de fecundidade e envelhecimento da população”.

Em 2010, o percentual de famílias compostas por casais com filhos é superior na área rural

comparada à urbana, 57,9% e 49,1%. Segundo o IBGE, isso se dá “em função das taxas de fecundidade historicamente mais elevadas no campo e, também, devido a valores culturais mais tradicionais”.

O tipo mais frequente dentre as famílias que residem na mesma unidade doméstica é o das mulheres solteiras com filho (53,6%), provavelmente compostas por filhas dos responsáveis e/ou dos cônjuges, que tiveram seus filhos sem contrair matrimônio ou retornaram à casa dos pais por motivo de separação ou divórcio.

Rendimento

Os dados mostram que em 22,5% das famílias chefiadas por mulheres, o rendimento provém do cônjuge. Nas famílias formadas por casais, 63,9% dos responsáveis e cônjuges possuem rendimento. Esse percentual é superior em famílias nas quais a mulher é responsável, 68,5%, contra 62,9% para famílias nas quais o responsável é homem. Segundo o IBGE, em 22,5% das

famílias com responsabilidade feminina, a responsável não possuía rendimento, enquanto o

cônjuge (provavelmente do sexo masculino) apresentava fontes de renda.

Em 2010, no Espírito Santo, 50,5% das pessoas responsáveis pelas famílias não tinham instrução ou tinham o ensino fundamental incompleto, 24,1% tinham ensino médio e superior incompleto, 15,6% tinham fundamental completo e médio incompleto e 9,6% tinham nível superior. De acordo com os dados do Censo 2010, observa-se um aumento no percentual de mulheres responsáveis pelas famílias com nível superior em relação aos homens, 11,0% e 8,8% respectivamente.

Domicílios

Quanto aos domicílios no Espírito Santo, o IBGE afirma que “houve uma boa melhoria”, pois o Censo mostrou que 61,2% deles eram considerados adequados, ou seja, tinham abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário por rede geral ou fossa séptica, coleta de lixo direta e indireta e possuíam até dois moradores por dormitório. Em 2000, este percentual foi de 49,9%.

Segundo o Censo de 2010, o rendimento nominal médio mensal dos domicílios adequados era de R$ 3.133,21 (no Brasil, R$ 3.403,57), enquanto o dos inadequados – aqueles sem nenhuma das condições de adequação – era de R$ 984,52 (a média nacional foi de R$ 732,27).