Ídolo do motocross, Gilberto Gil diz que pode parar de correr este ano

Seis parafusos no joelho, tornozelo quebrado, dois parafusos no punho, clavícula quebrada, três costelas quebradas e um pulmão perfurado, essas são as marcas que o piloto de motocross Gilberto Gil da Cruz, 35 anos carrega depois de mais de 10 anos de esporte.

Entre tantos troféus se destacam o de vice-campeão Força Livre e Campeão Estreante ambos à nível estadual em 2009, foto ao lado.

Com mais de 280 troféus e considerado um dos pilotos mais consagrados da região, Gil, como é mais conhecido comprou a primeira moto com 22 anos, aos 25, incentivado pelos amigos Rogério (Rogerinho Carreteiro) e Will Blini, começou a competir oficialmente.

Sobre o esporte Gil faz uma analise bastante reveladora: “É a adrenalina que te move a querer continuar. O prêmio máximo que já ganhei foi mil reais, temos é prejuízo, mas a maioria não quer largar o esporte.” disse o piloto.

Além de piloto Gil também trabalha como diretor de ensino em uma auto-escola de Barra de São Francisco: “Todos nós temos um trabalho, não dá para viver disso, faltam empresas interessadas em investir no esporte.” enfatiza.

Sobre os perigos do esporte ele conta que a mãe sempre ficou nervosa quando ele saia para competir: “Ela nunca foi totalmente a favor, mas torcia por mim.” diz.

Após quebrar três costelas e perfurar o pulmão no motocross de Mantena, o piloto diz que o médico proibiu o treino por pelo menos 60 dias, Gil contou ainda que este ano pode ser o último que compete: “Está chegando a hora de parar, a minha intenção era tentar ser campeão pela na X3 e fechar a carreira com chave de ouro, mas depois de 60 dias parado nãos sei se consigo.” contou ao SiteBarra.

Ao Final da entrevista Gil fez questão de agradecer ao apoio recebido durante a sua carreira: “São pessoas e empresas que acreditaram em mim: Mol Motos, Mepal Multi Marcas, Oficina Tecno Reis de Guarapari, Academia Boa forma, Prefeitura de Barra de São Francisco, TD Granitos, meu amigo Veríssimo Amaral que sempre me divulgou, aos amigos Jussindo, Douglas e Sandro que me acompanharam em várias competições e a minha família que  mesmo com medo de que eu me machucasse sempre me apoiou.” finaliza.