Nove anos do assassinato do Juiz Alexandre Martins. Pai faz declaração no Facebook e pede julgamento dos acusados de mando

Há nove anos, um jovem juiz saiu de casa em direção à academia de ginástica.

Tinha uma mente privilegiada e era brilhante, como professor de Direito Penal e magistrado, funções que exercia com dignidade, correção, integridade e de maneira exemplar.

Tinha um coração sensível ao bem. Amigo dos amigos, brincalhão, gostava de chope e pagode nas horas de lazer, carinhoso com o pai, com seus alunos amigos. Sempre tinha uma palavra de conforto e de incentivo a quem o procurava. Sorria com o rosto e com o coração. E que belo sorriso.
Saltou de seu carro, levando uma toalha na mão direita, a mesma mão com que proferia sentenças lapidares, decisões corajosas contra o crime organizado que ele começara a combater quando nomeado para integrar a missão especial.

Três balas o atingiram. Exatamente na cabeça, no coração e no braço. Acabava ali a existência daquele juiz que fazia a diferença, como representante de um Poder que se dispõe a promover justiça. Que injustiça.

Começava ali uma batalha, ainda em andamento. Os quatro executores foram condenados. Os três intermediários, também. Mas os três acusados de mando fogem de um julgamento justo. Quanta injustiça.

Em brevíssimas palavras, um flash de ALEXANDRE MARTINS DE CASTRO FILHO, meu filho, cujo corpo descansa, no Rio, junto dos corpos de sua irmã e de sua mãe. Que todos hoje dediquem um pedacinho da oração de cada um, rogando pela alma dele.

Mas esse flash relata, ainda, a história de quem, mesmo morto, permanece vivo na memória de todos. E é exatamente em respeito à dor de todos que eu EXIJO JULGAMENTO PARA OS ACUSADOS DE MANDO.