Pacientes de hospitais capixabas terão que usar pulseiras para evitar erro em medicamentos

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), sancionou lei do deputado Glauber Coelho (PR) que obriga hospitais públicos, privados e filantrópicos do Estado a identificar pacientes com pulseiras. O objetivo é reduzir o número de erro na hora de aplicar os medicamentos.

A medida vale para aqueles que estiverem nas unidades de saúde em observação, internação ou que irão realizar procedimentos em nível ambulatorial e hospitalar. Os hospitais terão prazo de 12 meses para de adequarem à nova determinação.

O deputado justifica seu projeto com base no estudo da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) que apontou que há erro de medicação em 30% dos casos de complicação médica. Segundo a pesquisa, a falha acontece principalmente no horário de troca de plantão.

“A lei vai mudar o sistema hospitalar no Estado e, com certeza, quem ganha é a população, que passará a contar com um atendimento mais eficiente e humanizado”, disse.

A pulseira deverá ter um sistema que impeça sua reutilização, ser inviolável e não poderá ser transferida para outro paciente. Além disso, o material utilizado na confecção da identificação deve ser resistente à água e feita com base nas exigências do Ministério da Saúde. A identificação na pulseira deve ser feita por meio impresso, não podendo ser manuscrita.

Pela lei, a pulseira deve ter o nome ou logotipo da instituição de saúde. Sobre o paciente, devem constar nome, idade e nome do médico responsável. O acessório deve ter um código de barras, de modo que um profissional, usando um leitor específico, visualize informações complementares sobre o paciente.

Antes de efetuar qualquer procedimento, o profissional da saúde deve fazer a leitura do código de barra.”Isso pode evitar que pacientes sejam submetidos a cirurgias sem necessidade ou ser medicado com o remédio errado, na dose errada.

Exemplos desses equívocos por vezes são publicados, pela imprensa: um paciente dá entrada no hospital para operar o joelho direito, mas o médico opera o esquerdo; crianças são internadas para uma simples cirurgia de fimose e saem sem o apêndice. São erros que podem ser evitados com o uso da pulseira, afirmou Glauber Coelho.